Atentado atribuído a Sendero Luminoso deixa 19 mortos no Peru

LIMA - Pelo menos 19 pessoas morreram, 12 delas militares, em uma emboscada feita contra um comboio do Exército e supostamente armada por membros do Sendero Luminoso em uma remota zona cocaleira do sudeste peruano, disseram hoje fontes oficiais.

Redação com agências internacionais |

Segundo um comunicado do Comando Conjunto das Forças Armadas, o ataque foi cometido na quinta-feira à tarde em uma estrada próxima a Tintay Punco, província de Tayacaja, no departamento de Huancavelica.

Pouco antes da divulgação desse comunicado, o ministro da Defesa peruano, Ántero Flores-Aráoz, em entrevista à "Radio Programas del Perú", havia informado que 16 pessoas tinham morrido, que ainda há um soldado desaparecido e que 11 pessoas ficaram feridas, três delas gravemente.

O comunicado militar acusa "criminosos narcoterroristas do Sendero Luminoso" de cometer este atentado contra um comboio militar de quatro caminhões, um dos quais transportava vários civis.

Os membros da guerrilha detonaram, primeiro, um explosivo e, depois, "fizeram disparos com armas de fogo de longo alcance contra todos os veículos".

Os militares e civis voltavam à base antiterrorista de Cochabamba Grande após terem participado de uma cerimônia pelo aniversário da localidade de Tintay Punco.

A área onde aconteceu o atentado fica dentro do Vale do Rio Apurímac e Jan, que abrange os departamentos de Ayacucho, Junín e parte da Amazônia.

Essa é uma das maiores regiões produtoras de folha de coca e cocaína do Peru, e tem uma forte presença dos remanescentes do Sendero Luminoso que ignoraram o cessar-fogo ordenado por seu fundador, Abimael Guzmán, em 1992.

Desde agosto, as Forças Armadas desenvolvem uma agressiva campanha no local, principalmente na zona florestal do Vizcatán, e, desde então, um soldado e cinco supostos guerrilheiros morreram, e 20 soldados ficaram feridos.

Crise

O atentado da última quinta-feira ocorre em meio à crise política no Peru onde o presidente Alan Garcia enfrenta um escândalo que pode afetar os investimentos no país. Apelidado de 'Petrogate', o episódio se deve a grampos telefônicos que possibilitaram conhecer alguns personagens que pertenciaram à chamada máfia das licitações.

Os grampos revelam o que parece ser um esquema para concessão irregular de cinco zonas de exploração de petróleo em regiões chaves do país, a favor da empresa norueguesa Discover Petroleum.

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