Atentado a líderes do Timor-Leste completa 1 ano sem solução

Jacarta, 11 fev (EFE).- O Timor-Leste lembrou hoje o primeiro aniversário da tentativa de assassinato de seu presidente e seu primeiro-ministro, entre as incógnitas sobre os motivos dos ataques e a frágil recuperação da estabilidade social.

EFE |

A expressão "'fragilidade das conquistas' define a situação atual", disse à Agência Efe o embaixador da Comissão Europeia na ex-colônia portuguesa, o espanhol Juan Carlos Rey Salgado.

Segundo ele, a segurança melhorou "significativamente", mas "a situação geral é ainda frágil" e necessitará de tempo e esforço para se consolidar.

Como fator positivo, ele disse que, neste ano, se resolveram, em grande parte, dois grandes problemas do país: os peticionários -um grupo de militares descontentes- e os refugiados internos, assim como a questão da segurança alimentar.

No âmbito político, Salgado mostrou-se otimista pela tendência dos últimos meses, mas ressaltou que ela "precisa ser reforçada por iniciativas de integração".

Ele destacou que a presença internacional no país mais pobre da Ásia ainda é necessária "por algum tempo", e afirmou que alguns setores fixam para 2012 a saída da Missão Integrada das Nações Unidas.

Enquanto isso continua a investigação policial para esclarecer motivos do atentado frustrado contra o presidente José Ramos Horta, supostamente um tiroteio entre seus e militares rebeldes na residência do chefe de Estado.

As últimas informações, vazadas pela imprensa australiana, dão conta de que as análises balísticas contradizem os testemunhos dos guarda-costas e aumentam a polêmica.

A tentativa frustrada de homicídio, que foi seguida por outro atentado fracassado, contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, deixou-o à beira da morte e afundou o país em semanas de uma grande incerteza, embora não tenha gerado um novo surto de violência.

Após quarto séculos de colonização lusa e 24 anos de ocupação indonésia, o Timor-Leste conseguiu a independência em 2002 e, desde então, se viu imerso em sucessivas crises desencadeadas por conflitos internos. EFE jpm/jp

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