Atentado a bomba mata físico nuclear pró-governo no Irã

Um professor iraniano de física nuclear foi assassinado em um ataque a bomba na capital do Irã, Teerã, nesta terça-feira, segundo autoridades do país. Masoud Mohammadi teria morrido após uma bomba plantada perto de sua casa ter sido detonada por controle remoto.

BBC Brasil |

Relatos na imprensa iraniana descrevem Mohammadi como um "devotado professor revolucionário", que teria sido assassinado por grupos "anti-revolucionários".

O Irã vive momentos de tensão desde as polêmicas eleições presidenciais em junho, nas quais o presidente Mahmoud Ahmadinejad foi reeleito sob acusações de fraude, o que levou a enormes passeatas contra o governo.

'Potências arrogantes'
A mídia local disse que a bomba foi instalada em uma motocicleta estacionada em frente ao prédio em que o professor morava, no bairro de Qeytariyeh, no norte da capital, embora uma agência de notícias afirme que o artefato estava em uma lata de lixo.

A emissora TV Press levou ao ar imagens do local do atentado e afirmou que janelas de prédios próximos foram destruídas pelo impacto da explosão.

A emissora estatal Irib disse que Mohammadi foi transformado em "mártir na manhã de hoje (terça-feira) em um ato terrorista por 'elementos' de potências anti-revolucionárias e arrogantes".

O correspondente da BBC para o Irã, Jon Leyne, afirma que o país normalmente se refere aos seus inimigos ocidentais como "potências arrogantes".

A polícia isolou a área e está investigando o incidente. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do atentado. Segundo analistas, por enquanto só é possível especular sobre o caso.

O programa nuclear do Irã é um dos assuntos mais polêmicos do Oriente Médio. O governo iraniano afirma que ele tem objetivos pacíficos, mas os Estados Unidos e outras potências ocidentais suspeitam que por trás do programa estejam pesquisas sobre armas nucleares.

Em dezembro, o Irã acusou a Arábia Saudita de deter um cientista nuclear iraniano e entregá-lo aos americanos. No entanto, os sauditas refutam as acusações.

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