Até 2010 o câncer será a doença que mais matará no mundo, diz ONU

Washington, 9 dez (EFE) - O câncer se transformará na principal causa de morte no mundo em 2010 devido a seu aumento nos países em desenvolvimento, onde o cigarro especialmente fará estragos em uma população cada vez mais sedentária, disse hoje a ONU. Não posso descrever o sentimento quando me disseram: o senhor tem câncer, afirmou Bill Gregory, diagnosticado com um tumor na garganta há dois anos em Atlanta, Estados Unidos. Ele estava desempregado e sem seguro médico. Uma parte de mim não queria lutar contra a doença, admitiu, emocionado, em entrevista transmitida pela internet nessa cidade da Geórgia, na qual foram apresentados os últimos dados de câncer no mundo.

EFE |

Gregory, um ex-militar, conseguiu se salvar porque mora nos Estados Unidos e obteve ajuda da Sociedade do Câncer.

Neste país, as taxas da doença caíram e o mesmo aconteceu na Europa, de acordo com o relatório anual sobre o tema da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, uma organização pertencente às Nações Unidas.

Na entrevista coletiva, o diretor dessa Agência, Peter Boyle, atribuiu a baixa a campanhas muito enérgicas contra a dependência à nicotina, que ainda causa um terço de todas as mortes por câncer nos países ricos.

"O controle do consumo de cigarro é o mais importante que podemos fazer para combater esta doença", ressaltou no ato o ciclista Lance Armstrong, ganhador de sete Tours da França, que foi diagnosticado com câncer de testículos em 1996.

A maioria dos países desenvolvidos restringiu o fumo em lugares públicos, incluindo postos de trabalho e restaurantes, o que contribuirá para uma redução ainda maior dos casos de câncer nos próximos anos, destacou Boyle.

No entanto, advertiu de que, perante o sucesso das campanhas, as empresas de cigarro concentraram sua atenção nas nações em desenvolvimento, onde são capazes de investir em "um nível de publicidade sem precedentes".

Em 2007, foram registrados 12 milhões de casos novos da doença, a maioria deles ainda nos países desenvolvidos, onde ocorreram 2,9 milhões de mortes.

Em 2030, 27 milhões de pessoas no mundo todo serão diagnosticadas com a doença, e as mortes chegarão a 17 milhões, de acordo com o relatório. EFE cma/db

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