Ataques terroristas deixam quase 80 mortos na Índia

Quase 80 pessoas foram mortas na noite desta quarta-feira em Mumbai, em uma série de ataques conduzidos por homens armados com fuzis e granadas, principalmente contra grandes hotéis da cidade, informaram diversas fontes.

AFP |

"Terroristas desconhecidos abriram fogo em pelo menos sete ou oito locais" da capital econômica da Índia, declarou à rede de televisão NDTV o oficial de polícia A. N. Roy.

Funcionários do governo local garantiram que há ao menos 78 mortos em Mumbai.

Segundo a agência Press Trust of India, o grupo autodenominado Mujahedines do Deccan assumiu os ataques em Mumbai.

A Press Trust of India cita ainda mais de 200 pessoas feridas.

Um incêndio e uma grossa coluna de fumaça dominavam o hotel cinco estrelas Taj Mahal, após um tiroteio entre a polícia e homens armados que mantinham estrangeiros como reféns.

As chamas saíam dos andares superiores deste histórico hotel, onde os terroristas mantiveram reféns estrangeiros, após realizar a série de ataques contra a cidade.

Além do Taj Mahal, outro hotel de luxo da cidade, o Trident, foi cercado por um forte esquema policial e militar.

Segundo testemunhas, os terroristas fizeram ao menos doze reféns no Taj Mahal, mas imagens da TV local mostraram alguns reféns fugindo do local.

A polícia informou que dois homens armados foram mortos. O chefe da unidade antiterrorista de Mumbai, Hemant Karkare, também faleceu durante a operação contra os terroristas no Taj Mahal.

No momento do ataque, se encontrava no Taj Mahal a presidente do governo de Madri, Esperanza Aguirre, que escapou ilesa, disse à AFP um porta-voz do executivo regional.

Um cliente britânico do Taj Mahal revelou à TV indiana que os terroristas procuravam estrangeiros para tomar como reféns, e que detiveram uma dúzia de estrangeiros: "Disseram que queriam todos os que tivessem passaporte britânico ou americano".

Por volta das 22H30 local (15H00 de Brasília), vários homens armados com AK-47 atacaram a estação central de Mumbai, abrindo fogo e lançando granadas no hall de passageiros, destacou A. K. Sharma, chefe da polícia ferroviária de Mumbai. Pelo menos 10 pessoas morreram neste ataque.

O departamento americano de Estado condenou os "terríveis" atentados em Mumbai e destacou que segue atentamente o desenrolar da situação.

"Condenamos firmemente os atentados terroristas que ocorreram em Mumbai", declarou o porta-voz do departamento de Estado, Robert Wood.

"Manifestamos nossas condolências aos parentes e amigos das vítimas e à população de Mumbai", destacou Wood em uma declaração.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, também condenou os atentados, que qualificou de "intoleráveis.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou os atentados e disse que os Estados Unidos devem trabalhar para estreitar seus vínculos com a Índia e com outras nações para "eliminar pela raiz e destruir as redes terroristas".

"Esses ataques coordenados contra civis inocentes mostram a ameaça grave e urgente que o terrorismo representa", declarou o porta-voz de Obama sobre Segurança Nacional, Brooke Anderson, em uma nota.

"Os Estados Unidos devem continuar fortalecendo sua aliança com a Índia e nações de todo o mundo para rastrear e destruir as redes terroristas".

O comunicado acrescenta: "O presidente eleito Obama condenou, fortemente, os atentados terroristas de Mumbai ocorridos hoje e transmite seus pêsames e orações às vítimas, às suas famílias e ao povo da Índia".

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