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Ataques talibãs no leste do Afeganistão aumentaram 40% em 2008: EUA

Os ataques talibãs no leste do Afeganistão, país ocupado desde a invasão americana de 2001, aumentaram 40% nos cinco primeiros meses de 2008 comparado com igual período de 2007, segundo o comandante militar dos Estados Unidos na região, Jeffrey Schloesser.

AFP |

"Tivemos um aumento de 40% no número de ataques inimigos contra nossa coalizão e nossos parceiros afegãos" nos cinco primeiros meses de 2008 em relação a igual período de 2007, disse Schloesser durante uma teleconferência no Pentágono.

"Os ataques não deixam de aumentar a cada ano desde 2002" na zona, acrescentou, precisando que 40 militares e outras pessoas foram mortas desde o começo de abril.

No final de 2007, mais de 140 ataques deste tipo afligiram o país.

O mais letal foi cometido no fim de novembro e matou 80 pessoas, entre elas seis parlamentares e 59 alunos que visitavam uma refinaria de açúcar. O símbolo era forte: o ataque foi realizado no norte na província de Baghlan, quando a insurreição concentra-se sobretudo no sul e leste, e o alvo foram representantes do regime democrático.

A baixas também são elevadas entre os 60.000 soldados estrangeiros, em maioria norte-americanos, que sustentam o frágil governo do presidente Hamid Karzai e o ajudam a reconstituir forças: 220 soldados morreram em 2007, a maioria em combates, contra 191 em 2006.

No entanto, é a polícia afegã que sofreu mais nessa onda de violência, já que teve 700 mortos no período.

No total, em 2007, 6.000 pessoas perderam a vida, sobretudo rebeldes, que se beneficiavam, segundo autoridades afegãs, do apoio do Paquistão, país vizinho que está sob pressão internacional para neutralizar suas zonas pró-talibãs ao longo da fronteira com o Afeganistão.

Mohammad Akbar, um chefe tribal da província meridional de Kandahar - onde os talibãs lançaram sua conquista nos anos 90 - considera que o Estado não soube se aproximar do povo.

Em visita, em dezembro, ao Afeganistão, o secretário americano de defesa, Robert Gates, disse que o aumento da violência respondia a uma ofensiva mais agressiva contra os insurgentes.

Gates pediu aos países aliados que aumentassem suas tropas na Força Internacional de Assistência e Segurança (Isaf) da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), dando apoio ao secretário-geral desta organização, Jaap de Hoop Scheffer, que acredita que é preciso enviar ao Afeganistão um número de tropas suplementares, correspondente à décima parte do efetivo atual.

Desde fins de 2001, bilhões de dólares foram destinados à reconstrução do Afeganistão, mas esta ajuda vem sendo ameaçada pela insurreição que matou 41 agentes humanitárioso.

Um informe publicado em novembro coloca o Afeganistão entre os cinco últimos países no Índice Geral de Desenvolvimento, ao mesmo tempo em que nesta nação o cultivo do ópio deu um salto em 2007 a ponto de representar agora 93% do mercado mundial da droga.

dab/mz/pz/du

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