(atualiza com feridos na explosão de duas bombas) Bangcoc, 17 dez (EFE).- Pelo menos cinco pessoas, incluindo uma menina de 2 anos, foram assassinadas por rebeldes separatistas, ao passo que outras 18 ficaram feridas na explosão de duas bombas na região muçulmana do sul da Tailândia, informou hoje a Polícia.

No primeiro ataque a bomba, cometido no começo da manhã, na província de Pattani, 1.000 quilômetros ao sul de Bangcoc, cinco soldados ficaram feridos. Na hora, eles patrulhavam uma região da localidade de Yarang.

Um pouco mais tarde, por volta do meio-dio (hora local), uma bomba de fabricação caseira explodiu junto a uma espécie de trailler em Pattani, capital da província de mesmo nome. Ao todo, 13 pessoas ficaram feridas, entre elas cinco militares que comiam no local.

Antes das duas explosões, uma menina e seu pai, chefe de um povoado da província de Yala, morreram em pleno dia, atingidos por tiros de rebeldes quando estavam em uma motocicleta.

Na mesma província, dois policiais morreram com tiros à queima-roupa, enquanto um rebelde foi perdeu a vida em um tiroteio com soldados.

A violência na região persiste apesar da visita oficial que o primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, e seu colega malaio, Najib Razak, fizeram na última semana, na tentativa de reduzir a tensão e a violência provocadas pelos rebelides.

Ataques com armas leves, assassinatos e atentados com explosivos acontecem quase diariamente em Pattani, Narathiwat e Yala, apesar dos 31 mil policiais e soldados que há nessas localidades.

Cerca de 4 mil pessoas morreram por causa da violência no sul da Tailândia desde que, em 2004, o movimento separatista islâmico retomou a luta armada.

Os insurgentes denunciam a discriminação que sofrem por parte da maioria budista do país e exigem a criação de um Estado islâmico que integre estas três províncias, que um dia configuraram o antigo sultanato de Pattani, anexado pela Tailândia há um século. EFE grc/sc

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