Ataques na região da Ossétia do Sul já deixaram 6 mortos, dizem autoridades

Tbilisi, 2 ago (EFE).- As autoridades da região separatista georgiana da Ossétia do Sul disseram hoje que seis pessoas morreram e 13 ficaram feridas em ataques do Exército da Geórgia a Tskhinvali, capital do território, e a localidade de Satikar.

EFE |

Segundo o Comitê de Informação e Imprensa da autoproclamada república da Ossétia do Sul, este balanço corresponde aos dados até 1h14 deste sábado (18h14 de sexta em Brasília).

"Neste momento a situação é tranqüila, mas todas as nossas forças estão em estado de alerta máxima", disse o ministro do Interior da Ossétia do Sul, Mikhail Mindzayev, em conversa por telefone com a Agência Efe.

A porta-voz do Governo separatista, Irina Gagloyeva, afirmou ontem à noite que as primeiras pessoas morreram vítimas de franco-atiradores georgianos.

Ela disse que, já à noite, as tropas georgianas submeteram Tskhinvali a um intenso ataque de metralhadoras, lança-granadas e morteiros, o que obrigou as forças separatistas a abrir fogo contra as posições georgianas.

"A parte georgiana se viu obrigada a responder ao fogo", assegurou hoje o comandante das forças de paz georgianas, Mamuka Kurashvili, ao comentar a situação na área do conflito.

Em declarações a um grupo de jornalistas, Kurashvili disse que os separatistas dispararam lança-granadas e morteiros contra aldeias e postos policiais georgianos desde ontem à noite, deixando quatro feridos.

Na quinta, cinco policiais georgianos ficaram feridos pela explosão de uma mina durante a passagem do veículo no qual estavam.

Eles iam da aldeia georgiana de Jeiti para Eredvi.

Os cinco policiais feridos, um deles em estado grave, foram internados num hospital da cidade de Gori, a 26 quilômetros da fronteira administrativa da Ossétia do Sul, controlada majoritariamente pelos separatistas.

As regiões de Ossétia do Sul e Abkházia se desligaram da Geórgia no início dos anos 90, após um sangrento conflito civil. A intenção é unir-se à república russa da Ossétia do Norte.

Segundo as autoridades da Geórgia, os separatistas das duas regiões contam com apoio político, econômico e militar da Rússia - acusada pelo Governo da Geórgia de realizar uma política de anexação forçada de ambas. EFE mv/dp

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