Ataques na Noruega aumentam tensão na Europa e nos EUA

No Texas, autoridades prenderam soldado que planejava atacar base de Fort Hood, enquanto na Finlândia jovem que encomendou fertilizantes foi detido

iG São Paulo |

Os ataques de sexta-feira na Noruega, em que 76 morreram em uma explosão no centro de Oslo e na Ilha de Utoya, mais do que chocar um país conhecido por sua pacificidade, aumentaram o nível de tensão na Europa e também nos Estados Unidos.

AP
Foto sem data mostra o soldado Naser Abdo, 21 anos, que foi detido por planejar ataque a Fort Hood
Nesta quinta-feira, autoridades do Texas, nos EUA, anunciaram a detenção de um soldado americano que havia acumulado explosivos para um ataque à base de Fort Hood, enquanto no sul da Finlândia foi preso um jovem de 18 anos que havia encomendado fertilizantes para supostamente fabricar explosivos. O medo levou também autoridades da União Europeia a se reunir para debater maior cooperação e compartilhamento de informações a fim de evitar novos ataques.

O soldado americano Nasser Jason Abdo, 21 anos, foi detido na cidade de Killeen, no Texas, na quarta-feira. De acordo com autoridades, ele havia acumulado explosivos para atacar a base de Fort Hood, onde o major psiquiatra Nidal Malik Hasam abriu fogo e matou 13 pessoas em 2009.

De acordo com autoridades de Killeen, cidade vizinha à base de Fort Hood, Abdo, que é muçulmano e rejeitou se alistar para lutar na guerra do Afeganistão em 2010, admitiu que planejava o ataque. O soldado, que servia na base militar de Fort Campbell, no Kentucky, abandonou seu posto no dia 4 de julho acusado de possuir pornografia infantil e só foi visto na última quarta-feira quando comprava armas em uma loja de Killeen.

Os agentes encontraram em seu quarto de hotel um uniforme de soldado com placas da base militar de Fort Hood. De acordo com documentos judiciais obtidos pela rede de TV ABC, Abdo declarou à polícia que planejava atacar a base para "se vingar".

Na Finlândia, um jovem de 18 anos foi preso depois de autoridades suspeitarem de uma encomenda que recebeu na terça-feira, contendo 10 kg de fertilizantes provenientes da Polônia.

Apesar de o jovem, segundo a mídia local, ter dito que comprou o material para fazer seus fogos de artifício, policiais desconfiaram quando o jovem recebeu os fertilizantes, que contêm nitrato de amônia, composto usado na fabricação de explosivos.

O suspeito foi detido na cidade de Lahti, no sul do país, depois de a polícia ter vasculhado sua casa e achado outros materiais que, possivelmente, seriam usados na fabricação de dispositivos explosivos.

Cooperação

Em Bruxelas, nesta quinta-feira, autoridades contraterroristas da União Europeia se reuniram para debater o desenvolvimento de técnicas para evitar novos ataques, como compartilhamento de informações mais rápido e melhor entendimento do que pode levar radicais a executar ataques tão violentos como os do dia 22 de julho na Noruega.

Na reunião, que contou com representantes noruegueses, autoridades reconheceram que não houve meios de prevenir atrocidades como as que ocorreram na Noruega, e ataques desse tipo continuam representando um risco considerável.

De acordo com Tim Jones, principal assessor do coordenador de contraterrorismo da União Europeia Gilles de Kerchove, o modo como um ataque é planejado e onde ele será realizado poderiam determinar “se é detectável ou não”.

Segundo ele, a União Europeia já começou a trabalhar em um sistema de tráfego de materiais que podem ser usados na fabricação de explosivos, como fertilizantes. Ele espera ainda que uma rede de especialistas possa identificar sinais suspeitos em localidades diferentes dos países do bloco.

Os presentes na reunião também receberam um comunicado em que a agência de polícia europeia, a Europol, diz concordar com chefes de polícia da Noruega, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Polônia, Suécia e Reino Unido de que seu centro de operações em Haia, na Holanda, deveria ser expandido para incluir especialistas desses países.

*Com AP e EFE

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