Vítimas morreram durante represália a aldeias, em localidade de maioria cristã, na região central do país

Agressores armados com facões mataram ao menos 15 pessoas em dois ataques contra aldeias da região central da Nigéria, na terça-feira, segundo autoridades.

Treze das vítimas, inclusive mulheres e crianças, foram mortas durante a madrugada na localidade de Wareng, de maioria cristã, no Estado do Planalto. As outras foram mortas em uma represália na aldeia de Barkin Ladi, segundo o policial Abdulrahman Akano.

A Nigéria tem registrado diversos incidentes de violência de cunho étnico e religioso. O país, o mais populoso da África, se prepara para realizar eleições presidenciais, parlamentares e estaduais em abril.

O Estado do Planalto fica no chamado Cinturão do Meio, região particularmente turbulenta por ser uma espécie de fronteira entre o norte, de maioria muçulmana, e o sul, cristão. O presidente Goodluck Jonathan, sulista, terá como principal adversário eleitoral o ex-vice-presidente Atiku Abubakar, nortista, e alguns analistas temem que a diferença regional polarize o debate político.

No fim do ano, a seita Boko Haram, que quer a imposição de leis islâmicas estritas na Nigéria, esteve por trás de ao menos 30 mortes em Maiduguri, capital do Estado de Borno. A seita também alegou responsabilidade pelos bombardeios da véspera de Natal na cidade central nigeriana de Jos, ataque que matou ao menos 80 pessoas, deixando mais de 100 feridos.

*Com AP e Reuters

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