Ataques múltiplos deixam mais de 30 mortos na Nigéria

Atentados a bomba na véspera de Natal e contra igrejas deixam 38 mortos e 74 feridos no centro e no norte do país

iG São Paulo |

Ataques múltiplos lançados na véspera do Natal deixaram pelo menos 38 mortos no norte e no centro da Nigéria, região violentamente dividida entre cristãos e muçulmanos, disseram autoridades neste sábado.

Cinco explosões foram registradas em duas áreas da cidade de Jos, no centro do país, deixando 32 mortos e mais de 70 feridos. Segundo a polícia, a maioria das vítimas fazia compras de Natal. "Perdemos 32, e 74 estão feridos", disse Abdulrahman Akano, comissário de polícia do Estado de Plateau.

Sob condição de anonimato, outro oficial disse que há vários feridos sendo tratados em um hospital da da Universidade de Jos.

Na cidade de Maiduguri, no norte da Nigéria, supostos membros de uma seita islâmica que lançou uma insurgência no ano passado atacaram três igrejas, deixando seis mortos e queimando um dos templos, de acordo com um porta-voz do Exército.

Ainda não há, entretanto, indícios que apontem uma ligação entre os incidentes do norte e do centro do país.

As explosões em Jos ocorreram em diferentes lugares da cidade, que nos últimos anos sofreu atos violência por motivos étnicos e religiosos, num momento em que os residentes cristãos iam à igreja para a missa de Natal e os comerciantes locais voltavam para casa após o fim do expediente.

Embora a investigação dos fatos esteja em fase preliminar, os primeiros indícios apontam que as bombas tinham como alvo áreas da cidade povoadas por cristãos e lugares importantes. Entre os alvos havia uma igreja católica, uma ponte e um mercado recentemente construído.

Nenhum grupo assumiu a autoria dos atentados, mas fontes do governo local apontam para o grupo extremista islâmico Boko Haram, que realizou inúmeras ações terroristas no norte da Nigéria, zona predominantemente muçulmana.

A violência em Plateau se deve tradicionalmente às disputas por terras entre agricultores cristãos sedentários e pastores muçulmanos nômades.

*Com AFP, AP e EFE

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