Ataques matam ao menos 22 pessoas no Paquistão

Pelo menos 22 pessoas foram mortas em uma série de ataques no norte do Paquistão. Um suicida matou seis pessoas com uma bomba perto de uma instalação da Força Aérea a sudoeste da capital, Islamabad.

BBC Brasil |

O ataque ocorreu perto do complexo aeronáutico de Kamra.

O suicida explodiu seu dispositivo em um posto de fiscalização do lado de fora do complexo. Entre os mortos estão dois seguranças.

Em Peshawar, um carro bomba feriu pelo menos 15 pessoas, no primeiro ataque na cidade desde a ofensiva do Exército na região próxima, Waziristão do Sul.

De acordo com a polícia, o carro-bomba foi detonado por controle remoto em uma área de estacionamento de um restaurante, numa área rica.

Mais tarde pelo menos 15 convidados de um casamento, a maioria crianças, foram mortos quando o micro-ônibus onde estavam atingiu um dispositivo explosivo.

O incidente ocorreu em uma área tribal, Mohmand, a cerca de 35 quilômetros da capital do distrito, Ghalnai. Ainda não se sabe quem colocou a mina terrestre no local da explosão, mas os militares paquistaneses estão enfrentando militantes na região nesta semana.

'Sangrento'
O repórter da BBC em Islamabad Mark Dummet disse que este mês tem sido "extremamente sangrento" para o Paquistão. Mais de 200 pessoas morreram desde o início de outubro em ataques contra civis e militares em todo o país.

No sábado, o governo enviou milhares de soldados ao Waziristão do Sul, um reduto de militantes talebãs próximo da fronteira com o Afeganistão.

A região é considerada o principal refúgio para militantes islâmicos fora do Afeganistão. A área também tem vários campos de treinamentos para ataques suicidas.

De acordo com o Exército, dezenas de milhares de civis fugiram da região desde o início da ofensiva. Não há detalhes a respeito dos últimos confrontos, pois jornalistas não receberam permissão para entrar na área de conflito.

Na sexta-feira o Comitê da Cruz Vermelha Internacional afirmou que teme pelas restrições ao acesso de funcionários responsáveis pela ajuda na região.

"O que vemos agora é um aumento grande e extremamente preocupante no número de civis atingidos", afirmou o chefe de operações do comitê para o sul da Ásia, Jacques de Maio.

Os ataques nas cidades mataram cerca de 180 pessoas apenas em outubro.

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