Ataques matam 42 e reacendem temor de guerra sectária no Iraque

Por Jamal al-Badrani MOSUL, Iraque (Reuters) - Explosões mataram ao menos 42 pessoas no Iraque nesta segunda-feira, atingindo principalmente áreas de maioria xiita e aumentando o medo de uma retomada da violência sectária.

Reuters |

As explosões são as mais recentes de uma série de grandes ataques realizados depois da retirada das forças norte-americanas dos centros urbanos, em junho. Os incidentes aumentam as dúvidas sobre se as forças de segurança do Iraque, reconstruídas do zero após a invasão liderada pelos EUA em 2003, poderão manter a segurança sozinhas.

Dois caminhões-bomba explodiram com poucos minutos de diferença no início da manhã no vilarejo de maioria xiita de Al-Khazna, 20 quilômetros a leste de Mosul, no norte do Iraque, matando 30 pessoas e ferindo outras 155.

As explosões destruíram cerca de 40 casas na localidade, que abriga a pequena comunidade Shabak, de origem curda. Moradores assustados ficaram parados em volta da cratera deixada por uma das explosões, enquanto bombeiros procuravam corpos no meio dos escombros.

"O que nós fizemos aos terroristas para matarem inocentes que dormiam?", disse Umm Qasim, de 35 anos, com seu rosto coberto de sangue. Ela estava sentada em um caminhão e segurava seu filho ferido com os corpos de quatro parentes, incluindo seu marido e sua irmã, estendidos ao lado.

O primeiro-ministro Nuri al-Maliki disse, em uma conferência transmitida pela televisão, que a violência pode aumentar antes das eleições de janeiro.

"As próximas eleições irão testemunhar tentativas de destruir e de violar a segurança. Eles irão tentar, de todas as maneiras que puderem, mostrar que o processo político não está estável", disse.

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