Ataques marcam 5º aniversário de tomada de Bagdá

Pelo menos seis pessoas morreram em ataques de morteiros em Bagdá nesta quarta-feira, dia que marca o quinto aniversário da captura da cidade por forças americanas durante a ação militar que resultou na derrubada do regime de Saddam Hussein. Os ataques, na Cidade de Sadr, distrito xiita da capital, vieram apesar das medidas tomadas pelas autoridades e líderes locais para tentar prevenir possíveis episódios de violência nesta data.

BBC Brasil |

O governo iraquiano proibiu o trânsito de veículos em Bagdá. Preocupações com a segurança também provocaram o cancelamento de uma manifestação xiita organizada pelo clérigo Moqtada Al Sadr para protestar contra a ocupação americana, prevista para esta quarta-feira.

O próprio clérigo cancelou o protesto, alegando preocupações com a segurança do evento, que, segundo ele, reuniria mais de um milhão de pessoas na capital iraquiana.

Combates

Na terça-feira, o principal reduto xiita de Bagdá, a Cidade Sadr, foi cenário para novos conflitos violentos entre militantes leais a Al Sadr e forças de segurança iraquianas e americanas.

Fontes médicas afirmam que pelo menos 12 pessoas morreram nos confrontos.Tecnicamente, ainda está em vigor uma trégua entre a milícia de Al Sadr, o Exército de Mehdi, e as forças de segurança iraquianas e americanas, apesar de combates recentes que causaram a morte de centenas de pessoas.

No entanto, Moqtada Al Sadr afirmou que pode suspender esta trégua.
"Se for necessário, suspenderemos o cessar-fogo para implementar nossos objetivos, ideologia, religião, princípios e nação", afirmou o clérigo em um comunicado.

Segurança

Analistas acreditam que a trégua firmada por Al Sadr contribuiu para a diminuição da violência em Bagdá nos últimos meses.Na segunda-feira, o primeiro-ministro iraquiano ameaçou excluir o clérigo do cenário político caso ele não desmantelasse sua milícia.

Al Sadr afirmou que desarmaria seus homens apenas se a ordem fosse dada por aiatolás superiores.

Na terça-feira, nos Estados Unidos, o principal comandante militar americano no Iraque, David Petraeus, recomendou ao Congresso do país a suspensão da retirada parcial de tropas americanas marcada para julho, como forma de ajudar a consolidar os avanços conquistados no combate à violência no país.

Petraeus elogiou as "significativas, porém voláteis" melhorias na segurança e disse que as necessidades referentes ao contingente de soldados no país precisam ser avaliadas durante o verão nos Estados Unidos (inverno no Brasil).

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