Ataques islamitas ao Governo e União Africana deixam 16 mortos

Mogadíscio, 29 jan (EFE).- Pelo menos 16 civis morreram e outros 40 ficaram feridos hoje em Mogadíscio depois que milícias radicais islâmicas atacassem simultaneamente às tropas do Governo e da Missão de Manutenção da Paz da União Africana na Somália (Amisom).

EFE |

Os ataques ocorreram após um forte bombardeio dos rebeldes de Al Shabab, organização vinculada à Al Qaeda, contra o palácio presidencial de Mogadíscio, onde hoje era realizada uma cerimônia em comemoração ao primeiro aniversário da eleição de Sharif Sheikh Ahmed como presidente do país, em 31 de janeiro de 2009.

Conforme o porta-voz de Al Shabab, Sheikh Ali Dhere, disse à Agência Efe que seu grupo "lançou os ataques simultaneamente contra o que se dizem Governo e os invasores africanos, para frustrar um plano de guerra contra Al Shabab".

"Matamos 30 soldados do Governo e causamos grandes perdas a eles", disse Ali Dhere, que afirmou que continuarão os ataques às forças da Amisom até que deixem a Somália.

O vice-ministro da Defesa, Yusuf Indhacade, disse aos jornalistas que os soldados governamentais tinham derrotado os rebeldes, o que os fez retroceder.

"Matamos mais de 20 deles em frente de Tarbuunka e outros 20 no norte da cidade", disse Indhacade, que acrescentou: "queriam demonstrar sua força com este ataque, mas ficou claro que são mais frágeis do que pensavam".

Embora não exista confirmação independente do total de vítimas dos combates, o diretor do sistema voluntário de ambulâncias de Mogadíscio, Ali Mohamud, disse à agência Efe que tinham recolhido os corpos de 16 civis e transferido mais de 40 feridos.

Entre os mortos, estava uma mulher e seus filhos que foram atingidos por um míssil dentro de sua casa, no bairro de Wardhigley, acrescentou.

O Governo adiou a cerimônia prevista hoje para celebrar o primeiro aniversário da eleição de Sheikh Ahmed como Presidente Transitório do Parlamento somali.

Os grupos Al Shabab e Hezb al Islam lutam para derrubar o Governo de Sheikh Ahmed, um fundamentalista muçulmano relativamente moderado apoiado pela comunidade internacional, e impor um regime islâmico radical.

A Somália não conta com um Governo efetivo desde 1991, quando foi derrubado o ditador Siad Barre e o território e o poder foi dividido entre os "senhores da guerra" que lideram clãs tribais, grupos fundamentalistas islâmicos e alguns grupos de criminosos armados.

EFE ia/dm

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