Ataques em Mumbai paralisam coração financeiro da Índia

Jesús Ramírez Cancela. Nova Délhi, 27 nov (EFE).- A série de operações terroristas que atingiram na quarta-feira à noite a cidade de Mumbai paralisou a economia da cidade asiática, onde as principais entidades das bolsas de valores do país fecharam hoje suas portas, como medida de segurança.

EFE |

"Considerando a situação anormal reinante e a recomendação do Governo de que as pessoas permaneçam em casa, decidiu-se manter o mercado fechado durante o dia de hoje", informou a Bolsa de Valores de Mumbai, em comunicado oficial.

A bolsa anunciou, por meio de uma notificação pública, que não haveria negociações hoje, por isso as transações previstas seriam "adiadas para amanhã".

Alguns dos shoppings e escritórios bancários mantiveram suas portas fechadas, segundo o canal privado "NDTV".

Além disso, o Banco Central da Índia - cuja sede fica em Mumbai - comunicou a suspensão durante o dia das transações, dos acordos em títulos públicos, câmbio de divisas e mercados monetários.

Com 101 mortos e 287 feridos, os atentados provocaram contundentes reações de associações empresariais indianas, como a Federação de Câmaras de Comércio e Indústria Indiana (Ficci, em inglês), que pediu uma "liderança forte e leis mais duras" para combater o ataque, informa a agência "Ians".

"É um claro ataque contra a economia indiana e todos seus atores.

É o momento de nos unirmos a este debate sobre terrorismo e pedirmos uma liderança mais forte nesta ameaça, incluindo leis melhores", disse o presidente da Ficci, Rajiv Chandrasekhar.

O presidente do consórcio industrial Tata Group, Ratan Tata, uniu-se, em comunicado, à condenação aos ataques, um dos quais foi contra o hotel Taj Mahal, de sua propriedade.

"Os terríveis atentados sem sentido da noite passada contra pessoas inocentes e a destruição de importantes monumentos indianos merecem ser condenados mundialmente", disse o presidente do Tata Group.

Parte do hotel Taj Mahal, um emblemático edifício de 1903 que abriga em seu interior valiosas obras de arte, tem atualmente focos de incêndio em alguns de seus andares, por isso ainda é cedo para quantificar os danos materiais sofridos.

Os ataques na metrópole indiana também alteraram parcialmente as comunicações aéreas e, de fato, algumas companhias aéreas internacionais, como a alemã Lufthansa e a francesa Air France, cancelaram seus vôos da quinta-feira de manhã, porque não havia hotéis para a tripulação.

Algo semelhante aconteceu com o transporte ferroviário, que ficou suspenso durante seis horas, porque a antiga estação de ferrovias conhecida como Victoria Terminus foi um dos alvos atacados pelos terroristas.

Os efeitos dos atentados em Mumbai também serão sentidos a longo prazo, já que até a poderosa indústria cinematográfica da Índia - conhecida como Bollywood - teme perdas tanto de audiência quanto de bilheteria durante os próximos meses. EFE jrc/an

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