Ataques e explosões matam 45 e ferem 295 em Bagdá

Bagdá, 19 ago (EFE).- Pelo menos 45 pessoas morreram hoje e outras 295 ficaram feridas na maior série de atentados ocorridos em Bagdá desde que, em 30 de junho, o Exército iraquiano assumiu a segurança da cidade.

EFE |

Segundo fontes do Ministério do Interior, dois caminhões-bomba explodiram em frente aos Ministérios de Exteriores e das Finanças, situados no centro da capital, enquanto uma terceira explosão foi registrada no sul de Bagdá.

A explosão diante do Ministério de Exteriores causou muitos danos no edifício e em vários estabelecimentos comerciais na área, afirmaram as fontes, acrescentando que esta explosão feriu 90 pessoas.

Este atentado, cometido perto da protegida Zona Verde, causou também danos no Parlamento iraquiano, que fica neste local que reúne vários edifícios governamentais e embaixadas.

Além disso, 50 veículos pegaram fogo e o conhecido hotel Al-Rashid também sofreu danos.

Segundo o canal de televisão "Al Baghdadia", um carro-bomba explodiu em frente à Universidade de Al-Mustansiriya, no norte de Bagdá.

Devido à confusão causada pelo grande número de ataques, as fontes não conseguiram precisar o número de vítimas causadas por cada explosão. Além disso, indicaram que o número de vítimas pode aumentar, porque continuam os trabalhos de resgate.

Além disso, várias bombas e mísseis Katyusha atingiram os bairros de Kifa e Salihiye, também no centro de Bagdá.

A televisão "Al Baghdadia" informou que vários obuses caíram na Praça Shuhada, também no centro da capital.

A TV, que mostrou imagens da coluna de fumaça causada por uma das explosões, informou que a detonação perto do Ministério das Finanças provocou danos nos estúdios deste canal.

Esta é a maior série de atentados em Bagdá após a retirada das tropas americanas das cidades iraquianas, em junho.

Além disso, coincide com a decisão do Governo de retirar os muros de concreto construídos entre alguns bairros da capital e a reabertura de várias pontes, devido à redução dos ataques que tinha sido registrada nos últimos meses na capital. EFE am/an

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