Ataques deixaram mais de 90 mortos na Noruega

A polícia diz que 85 pessoas morreram após o tiroteio em uma ilha. Outras sete pessoas morreram na explosão de uma bomba em Oslo

iG São Paulo | 22/07/2011 23:35 - Atualizada em 23/07/2011 11:40

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O número de mortos em um tiroteio em uma ilha norueguesa subiu para 85 neste sábado (23), informou a polícia do país. Outras 7 pessoas morreram após a explosão de uma bomba em Oslo.

A tragédia ocorreu quando, segundo relatos, um homem vestido com uma roupa parecida com um uniforme policial chegou à ilha de Utoya, perto de Oslo, e começou a atirar contra jovens que participavam de um acampamento do Partido Trabalhista (do governo) no local. Havia cerca de 600 jovens no encontro; inicialmente, relatos deram conta de que o episódio resultara em cerca de dez mortes.

Mas um porta-voz da polícia norueguesa, Anders Frydenberg, confirmou por telefone à BBC que muitos outros corpos foram encontrados. É o pior ataque da Noruega desde a Segunda Guerra Mundial.

O ministro da Justiça do país, Knut Storberget, afirmou que o homem detido pelo tiroteio é de nacionalidade norueguesa. Ele também é suspeito de relação com o atentado a bomba ocorrido em Oslo um pouco antes.

O homem foi identificado pela polícia como Anders Behring Breivik, de 32 anos, que, segundo as autoridades, se diz um nacionalista e não tem nenhuma ligação conhecida com grupos islâmicos. A polícia está investigando a casa dele, no oeste de Oslo.

Em entrevista coletiva, Storberget e o premiê do país, Jens Stoltenberg, disseram que é cedo para especular os motivos da tragédia e que não se sabe se o atirador agiu sozinho.

A jovem Emma Christiansen, 16 anos, que participava do acampamento, disse à BBC ter visto o homem vestido de policial sendo abordado por um jovem e atirando contra ele. "Então, corri para dentro de casa. Foi assustador."

A polícia acredita que o mesmo homem esteja relacionado com o ataque a bomba no centro de Oslo, atingindo vários prédios do quartel-general do governo da Noruega. Ao menos sete pessoas morreram.

<span>Equipes de resgate retiram jovens do encontro escolar organizado pelo governista Partido Trabalhista na Ilha de Utoya, Noruega</span> - <strong>Foto: AFP</strong> <span>Equipes de resgate retiram ferido de acampamento de verão organizado pelo governista Partido Trabalhista na Ilha de Utoya, na Noruega</span> - <strong>Foto: AFP</strong> <span>Sobreviventes não identificados de ataque à Ilha de Utoya são vistos do lado de fora de hotel onde se reuniram com suas famílias em Sundvolden, na Noruega</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Sobrevivente (E) de ataque de atirador na Ilha de Utoya abraça pai em Sundvolden, Noruega</span> - <strong>Foto: AFP</strong> <span>O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg (C), cumprimenta sobrevivente de atirador na Ilha de Utoya durante visita a vítimas e seus parentes em hotel em Sundvolde</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Equipes de emergência procuram corpos em água na costa da Ilha de Utoya, Noruega</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Foto tirada pelo repórter criminal norueguês Vergard M. Aas mostra vítimas deitadas perto da costa na Ilha de Utoya, Noruega (22/07)</span> - <strong>Foto: AP</strong> <span>Foto de 21 de julho mostra jovens no acampamento de verão da Ala Juvenil do Partido Trabalhista na Ilha de Utoya, Noruega, um dia antes de ataque de atirador</span> - <strong>Foto: AP</strong>

Há relatos de que o homem tenha sido visto em Oslo antes de seguir à ilha de Utoya, onde explosivos não detonados foram encontrados pela polícia. O chanceler da Noruega, Jonas Gahr Store, confirmou que suspeita-se que o detido tenha ido ao acampamento depois de participar do atentado à capital norueguesa.

'Mais democracia'

Mas a motivação dos ataques ainda é desconhecida, segundo disseram os líderes noruegueses. “Não sabemos quem nos atacou”, disse o premiê durante a entrevista coletiva. “A Noruega se unirá nesse momento de crise. Você (em referência aos idealizadores do ataque) não destruirá nossa democracia. Nossa resposta à violência será mais democracia.”

As autoridades não confirmaram se estão procurando por mais suspeitos, mas disseram que não tiveram conhecimento de nenhuma ameaça prévia relacionada aos atentados. “Foi uma grande surpresa, não tínhamos nenhum indicativo de que isso ocorreria”, disse o chanceler Store.

O ministro da Justiça disse que a polícia está usando “todos os recursos disponíveis” para lidar com a crise e investigar os responsáveis. Ele pediu que a população fique longe do centro de Oslo por enquanto e que evite o uso de celulares, para não sobrecarregar a rede de telefonia do país.

Veja no mapa os locais dos ataques:

Foto: Arte/ iG

Capital Oslo e ilha de Utoya são alvos de atentados na Noruega

* Com BBC e EFE

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