Ataques deixam dezenas de mortos no Iraque

Dia mais sangrento do ano no país árabe deixa pelo menos 65 mortos e 250 feridos

iG São Paulo |

AP
Iraquiano anda sobre escombros de local de explosão em Faluja, a oeste de Bagdá
O Iraque teve nesta segunda-feira o dia mais violento desde o início do ano depois que vários tiroteios e explosões deixaram pelo menos 65 mortos e 250 feridos, em atos de violência que incluíram ataques contra funcionários de uma fábrica e contra as forças de segurança. Os episódios de violência aconteceram enquanto o país ainda está sem um novo governo, mais de dois meses depois das eleições legislativas de 7 de março.

Os atentados mais violentos aconteceram em Hilla, a 95 km ao sul de Bagdá, onde dois carros-bomba estacionados em uma fábrica têxtil explodiram na saída dos funcionários. Quando os policiais e as ambulâncias chegaram ao local, um homem-bomba se lançou contra as equipes de emergência, em uma tática utilizada frequentemente para deixar o maior número de vítimas possível. A ação deixou pelo menos 36 mortos e 140 feridos, indicou uma autoridade do Ministério do Interior em Bagdá. 

Algumas horas antes, uma bomba explodiu perto de uma mesquita xiita na cidade de Souwayra, 60 km ao sul de Bagdá. Pessoas que passavam na hora socorriam as primeiras vítimas quando um carro-bomba explodiu no local. Onze pessoas morreram e 70 ficaram feridas, segundo uma fonte policial. 

Em Bagdá, tiros e atentados a bomba tiveram como alvos durante a manhã pontos de controle militares deixando nove mortos e 24 feridos, em sua maioria membros das forças de segurança, indicou o Ministério do Interior.

"Foram operações coordenadas que fazem parte das ações terroristas que enfrentam diariamente as forças de segurança", disse o porta-voz do comandante militar de Bagdá, Qassem Atta, ao comentar os ataques em Bagdá. Segundo ele, os terroristas estavam disfarçados de funcionários municipais de manutenções de estradas.

Entre as outras vítimas desse dia sangrento, estão um civil e três seguranças do prefeito da cidade de Tarmiya (45 km ao norte de Bagdá), Mohammed Khassem al-Mashhadani, que teve o seu comboio atingido por uma bomba. O prefeito ficou ferido no ataque com outras 15 pessoas.

Em Fallujah, antigo reduto da Al-Qaeda a oeste de Bagdá, quatro pessoas, entre elas dois policiais, foram mortos em atentados contra casas de membros das forças de segurança.

Em Iskandariya, 50 km ao sul de Bagdá, duas pessoas foram mortas na explosão de uma bomba em um depósito e dois combatentes curdos morreram em um atentado suicida com carro-bomba perto de Mossul, 350 km ao norte de Bagdá.

Foram os ataques mais violentos no Iraque desde 8 de dezembro, quando pelo menos 127 pessoas foram mortas em cinco atentados em Bagdá.

Os episódios de violência foram registrados no momento em que o governo do atual primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, continua a trabalhar, já que o resultado das eleições legislativas ainda não foi validado pela Suprema Corte.

*Com AFP e BBC

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