Ataques de rebeldes islâmicos deixam 17 feridos na Tailândia

No sul do país, onde aconteceram os ataques, 80% da população é muçulmana

EFE |

Bangcoc - Pelo menos 17 pessoas ficaram feridas em dois ataques de supostos rebeldes no sul da Tailândia, onde mais de 4.300 pessoas morreram desde que a guerrilha separatista islâmica retomou a luta armada em janeiro de 2004, informaram fonte policiais. O primeiro ataque aconteceu na tarde deste sábado quando um homem disparou contra duas mulheres em um karaokê, enquanto outras 15 pessoas foram feridas por um carro-bomba que explodiu mais tarde em um local de massagem em Narathiwat.

Cerca de 80% dos 2 milhões de pessoas das províncias sulinas de Yala, Pattani e Narathiwat são muçulmanos, enquanto 300.000 budistas abandonaram a região desde 2004. Os ataques com armas leves, assassinatos e atentados com bomba se sucedem no sul da Tailândia, apesar do desdobramento de 31.000 membros das forças de segurança e a declaração do estado de exceção.

A Tailândia anexou em 1902 as províncias de Pattani, Yala e Narathiwat, que formavam o antigo sultanato de Pattani e onde a maioria da população é de etnia malaia. Os insurgentes denunciam a política de assimilação cultural budista do Governo tailandês e exigem a criação de um Estado islâmico independente.

EFE
Policiais observam estragos provocados por explosão de carro-bomba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG