Ataques de Israel a Gaza já mais de 380 mortos e 1.700 feridos

Jerusalém, 30 dez (EFE).- Mais de 380 pessoas morreram e cerca de 1.

EFE |

700 ficaram feridas na ofensiva de Israel contra Gaza, bombardeada pelo quarto dia consecutivo e de onde as milícias do Hamas seguem lançando foguetes que mataram quatro israelenses.

Mais de uma dezena de palestinos morreram desde ontem à noite na faixa palestina por novos ataques da aviação israelense na operação "Chumbo Fundido", que provocou o maior número de palestinos mortos nas últimas quatro décadas.

Segundo informou à Agência Efe um porta-voz do Exército israelense, desde esta manhã já houve cerca de 10 ataques a Gaza e as milícias palestinas lançaram igual número de foguetes e bombas contra o oeste do Neguev e os povoados ao norte de Gaza, que feriram um civil em Sderot, sem gravidade.

Desde ontem à noite, as forças israelenses abateram edifícios do Governo do Hamas, um instalação naval ao oeste da faixa, edifícios das milícias palestinas e casas de destacados milicianos, segundo informam meios de imprensa palestinos.

Entre as últimas vítimas se encontram as meninas Lama e Haja Talal Hamedan, irmãs de 4 e 11 anos que morreram em Beit Lahiya, também no norte, quando receberam o impacto de um míssil enquanto andavam em um carro puxado por um burro, disse o chefe dos serviços de emergência em Gaza, Muawia Hasanein.

Segundo a rede de televisão do Hamas, "Al-Aqsa TV", vários civis palestinos também foram mortos quando um míssil explodiu na casa do dirigente das Brigadas Al Qasam, Aiman Siyam, em Jabalia, no norte de Gaza.

Outros sete palestinos morreram esta manhã quando um F-16 lançou uma carga explosiva contra a casa do dirigente do Hamas Maher Zaqout, na mesma localidade.

A casa de Zaqout estava vazia, mas o impacto matou vários vizinhos e civis que se encontravam nos arredores.

Os mísseis israelenses também caíram sobre a estação policial de Al-Qarar, na cidade de Khan Yunes (sul de Gaza), matando um vigilante de uma escola próxima, informou Hasanein.

Os caças-bombardeiros lançaram pelo menos dez projéteis contra um complexo que reúne boa parte dos ministérios do Governo do Hamas na capital Gaza, onde os moradores quase não puderam dormir por causa das contínuas explosões.

Apesar da dureza da ofensiva e suas conseqüências, um porta-voz do Hamas, Ismail Radwan, declarava hoje aos meios de imprensa que o grupo sairá vitorioso da ofensiva e assegurou que "a guerra no Líbano (em agosto de 2006), destruiu tudo, mas fortaleceu o poder e a popularidade da resistência (como se referiu ao Hisbolá)".

"Enquanto os ataques e massacres continuem, o apoio do Hamas crescerá porque o povo nos vê no campo lutando junto a eles", disse Radwan, assegurando que o movimento islamita "não reconhecerá Israel e não fará concessões".

Os foguetes e projéteis lançados desde Gaza provocaram, desde sábado, quatro vítimas fatais, as duas últimas ontem à noite.

Uma mulher de 39 anos morreu ao receber o impacto de um foguete Katyusha, enquanto esperava o ônibus na localidade de Ashdod, a cerca de 37 quilômetros de Gaza e um sargento israelense de 38 anos morreu e outros 5 soldados foram feridos por um foguete Qassam, em uma base militar próxima à Faixa, na região de Nahal Oz. EFE aca-sa'ar-amg/jp

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