Ataques de insurgentes no Afeganistão atingem nível recorde, dizem EUA

O chefe do Comando Central das forças militares dos Estados Unidos, general David Petraeus, afirmou, nesta quinta-feira, que o número de ataques de insurgentes no Afeganistão atingiu, na semana passada, seu nível mais alto desde a queda do regime Talebã, em dezembro de 2001. Segundo ele, a situação no país se deteriorou nos últimos dois anos, mas atingiu seu nível mais alto de violência nos últimos dias.

BBC Brasil |

Em um discurso em Washington, Petraeus, que é responsável para estratégia militar dos EUA no Oriente Médio e na Ásia Central, ainda afirmou que a situação deve continuar difícil no futuro.

"Alguns desses ataques ocorreram porque nós (as forças americanas no país) estamos indo atrás dos esconderijos (dos insurgentes), como devemos fazer", afirmou.

"Mas não há dúvida de que a situação se deteriorou nos últimos dois anos e de que temos tempos difíceis pela frente", disse o general em um discurso no centro de estudos Center for a New American Security, em Washington.

De acordo com Jonathan Beale, correspondente da BBC em Washington, foram registrados 400 ataques no Afeganistão durante a semana passada, incluindo desde tiroteios com armas leves, até atentados a bomba em estradas e ataques a edifícios e outras estruturas.

É um aumento considerável comparado a janeiro de 2004, por exemplo, quando foram registrados menos de 50 ataques por semana.

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O general, que foi o chefe das forças americanas no Iraque, afirmou que os desafios são muito diferentes no Afeganistão.

Entre os desafios, segundo ele, estaria a dificuldade nas relações entre os soldados norte-americanos e a população local.

Ele afirmou que as forças no país devem agir como "bons companheiros, bons vizinhos e terem uma grande preocupação com a vida de civis em tudo que fazem".

Correspondentes afirmam que as mortes de civis nos conflitos estão provocando grande insatisfação entre os afegãos e desentendimentos entre os Estados Unidos e o governo do país.

Atualmente, mais de 70 mil estrangeiros participam das operações militares no Afeganistão, a maioria sob o comando da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

O governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pretende enviar mais 21 mil homens para o país.

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