A força aérea israelense disparou mísseis contra alvos no norte da Faixa de Gaza, ferindo pelo menos dois militantes palestinos. O ataque veio um dia depois que militantes palestinos atiraram foguetes e morteiros contra o sul de Israel, deixando pelo menos uma pessoa ferida na cidade de Sderot.

A semana que chega ao fim foi marcada por tensão na região, e há temores de que o cessar-fogo declarado por Israel e lideranças palestinas, que vinha durando cinco meses, seja interrompido.

Na quinta-feira, a agência da ONU para refugiados palestinos disse que não tinha mais comida para distribuir na Faixa de Gaza, por causa do bloqueio à região imposto por Israel.

Israel disse que não pretende abrir a fronteira enquanto forem disparados foguetes de posições palestinas contra alvos no sul do país.

Militantes palestinos, por seu lado, alegam que os disparos são em resposta à suposta agressão de Israel contra Gaza. A ONU diz que os fornecimentos de alimentos e ajuda a 750 mil palestinos em Gaza foram suspensos até domingo.

O chefe das operações da ONU em Gaza, John Ging, disse que a situação econômica no território é um "desastre". A única central de fornecimento de energia na Faixa de Gaza , que fornece um terço da eletricidade consumida na região, está operando com apenas uma de suas quatro turbinas.

Israel ocupou a Faixa de Gaza em 1967, mas retirou suas forças e colonos da região em 2005. O acesso ao território e o espaço aéreo continuam sob controle dos militares israelenses.

Leia mais sobre Gaza

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.