Sana, 17 set (EFE).- Um comando supostamente vinculado à Al Qaeda atacou hoje um complexo no qual está a embaixada dos Estados Unidos em Sana, capital do Iêmen, em um atentado que matou 16 pessoas, disseram fontes policiais.

As fontes afirmaram que as vítimas são seis terroristas, seis seguranças e quatro civis que estavam no local.

Também há 16 feridos, sendo 13 civis e três agentes de segurança.

Segundo fontes policiais e testemunhas, os terroristas usaram dois veículos, um deles carregado com explosivos e outro no qual estavam membros do comando.

O primeiro deles explodiu quando tentava atravessar um posto de segurança.

Este é um dos atentados mais graves registrados nos últimos anos no Iêmen, país considerado uma das bases da Al Qaeda na região, apesar das campanhas de segurança realizadas pelo Governo iemenita contra a organização terrorista.

Não é a primeira vez que instalações americanas são alvo de atentados, mas este é o mais grave registrado perto da embaixada americana em Sana.

O atentado de hoje foi cometido no bairro de Sheraton, no leste da capital, em um complexo no qual fica a embaixada americana e também a residência do chefe da missão diplomática dos EUA.

Primeiro, um carro-bomba explodiu ao tentar atravessar um posto de controle que fica a 100 metros da entrada principal da embaixada, segundo fontes policiais e testemunhas.

Depois aconteceu uma troca de tiros entre o grupo de terroristas que viajava no outro veículo e guardas de segurança da missão diplomática.

Segundo o Ministério do Interior, foram dois atentados suicidas contra a missão diplomática. Além disso, um dos terroristas mortos levava consigo um cinto de explosivos, que conseguiu acionar.

As fontes afirmaram que os membros do comando vestiam uniformes da Polícia antidistúrbios e todos eles morreram no ataque.

O Governo iemenita reitera que, graças a sua atuação, os terroristas não conseguiram causar danos à embaixada americana nem a quem estava no prédio.

Fontes policiais consultadas pela Agência Efe acusaram a Al Qaeda de ser a responsável pelo ataque e descartaram o envolvimento de um grupo chamado "Jihad Islâmica no Iêmen", como chegaram a publicar alguns meios de comunicação.

Em 13 de agosto, o presidente iemenita, Ali Abdallah Saleh, alertou para a existência de possíveis planos de militantes da Al Qaeda para cometerem novos ataques contra seu país e a vizinha Arábia Saudita.

Em 18 de março, um colégio vizinho à missão diplomática americana sofreu um ataque que matou uma pessoa e feriu outras 17. A ação foi atribuída por fontes oficiais à rede terrorista Al Qaeda.

Antes disso, em 2 de julho de 2007, oito turistas espanhóis morreram na explosão de um carro-bomba quando visitavam uma jazida arqueológica no leste do Iêmen. A Al Qaeda reivindicou a autoria do ataque.

O atentado mais violento dos últimos meses foi o de 2 de maio, quando uma moto-bomba estacionada em frente a uma mesquita explodiu e matou 16 pessoas que saíam do templo, na cidade de Saada, 240 quilômetros ao noroeste da capital.

Outros alvos ocidentais foram atacados recentemente, como um complexo residencial para estrangeiros no bairro diplomático de Sana, no sudoeste da capital iemenita, onde em abril passado um grupo de desconhecidos lançou duas bombas, sem deixar vítimas.

A mais grave das ações registradas nos últimos anos aconteceu em 12 de outubro de 2000, quando um comando da Al Qaeda atacou um destróier americano no porto da cidade sulina de Áden, matando 17 pesoas. EFE ja/ev/fal

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