Ataque suicida mata sete agentes da CIA no Afeganistão

Um ataque suicida matou sete funcionários da CIA na quarta-feira no Afeganistão, encerrando o ano mais violento para as forças estrangeiras no país desde 2001.

AFP |

Os sete agentes da CIA morreram em um atentado na RC-East, à região militar do leste do país, que inclui 14 províncias, revelou a embaixada dos Estados Unidos em Cabul.

O atentado aconteceu na Base Operacional Avançada de Chapman, situada na província de Khost, perto da fronteira com o Paquistão, segundo a porta-voz do Pentágono, a tenente-coronel Almarah Belk.

Os talibãs reivindicaram a autoria do atentado na manhã de quinta-feira.

"Ontem, em uma base americana perto do antigo aeroporto de Khost, um camicase chamado Samiulá realizou um atentado suicida ao detonar seu cinturão de explosivos e matar a 16 americanos", declarou Zabihulá Mujahid, porta-voz dos talibãs contatados por telefone pela AFP.

"Era nosso homem e detonou o cinturão em meio a agentes da CIA", acrescentou.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou nesta quinta-feira suas condolências à CIA, destacando que "sete americanos no Afeganistão deram suas vidas servindo seu país". "Devemos nos fortalecer com o exemplo de seu sacrifício".

O diretor da agência americana de Inteligência, Leon Panetta, destacou que "os que morreram ontem estavam longe de casa e perto do inimigo, fazendo um trabalho difícil mas necessário para proteger nosso país do terrorismo".

Em outra ação dos talibãs, quatro soldados e uma jornalista, todos canadenses, morreram na explosão de uma bomba na passagem de seu carro blindado em Kandahar, no sul do Afeganistão, segundo o chefe do contingente canadense no país, general Daniel Ménard.

O porta-voz dos talibãs, Yusuf Ahmadi, reivindicou este ataque em declarações por telefone à AFP.

A jornalista, primeira representante da imprensa canadense que morre no Afeganistão, era Michelle Lang, do jornal Calgary Herald, que realizava sua primeira missão no país, segundo a tv CBC.

"Os soldados patrulhavam para recolher informações e garantir a segurança na zona. A jornalista estava com eles para informar o dia a dia dos soldados canadenses", afirmou o oficial.

Um total de 138 soldados canadenses morreram no Afeganistão, onde o Canadá mantém 2.800 militares na região de Kandahar. Este contingente deve ser repatriado em 2011.

Estes novos ataques acontecem quando o número de soldados americanos e da Isaf deve aumentar de 113.000 a 150.000 em 2010 para combater a insurreição dos talibãs. O ano de 2009 foi o mais mortífero para o contingente estrangeiro desde a invasão do país, em 2001.

Ao mesmo tempo, o número de civis estrangeiros presentes no Afeganistão aumenta rapidamente. Os Estados Unidos anunciaram em novembro que duplicaram a quantidade de especialistas civis e que esse número deverá alcançar mil pessoas até o fim do ano.

Estes dois últimos ataques acontecem em meio à polêmica sobre a morte de dez civis afegãos por ação das forças estrangeiras, segundo informe divulgado na véspera pela presidência afegã, e manifestações antiamericanas em Cabul e Jalalabad (leste).

A Isaf nega estas acusações e assegura que não existem provas que apoiem as conclusões dos investigadores.

afp/cn/LR

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