Ataque suicida deixa dezenas de mortos no Iraque

Atentado lançado contra centro de recrutamento do Exército iraquiano deixa pelo menos 60 mortos e 125 feridos em Bagdá

iG São Paulo |

Um homem-bomba explodiu-se nesta terça-feira entre centenas de recrutas em um quartel-general do Exército iraquiano em Bagdá, deixando 60 mortos e 125 feridos, em um dos ataques mais mortíferos em meses na capital do Iraque, segundo autoridades do país.

AP
Vítimas de ataque suicida contra centro de recrutamento do Exército iraquiano são atendidas em hospital de Bagdá, Iraque
O grande ataque do lado de fora de um grande centro de recrutamento militar no bairro de Baab al-Muatham, no coração da capital iraquiana, é um embaraço para as forças de segurança do país e levanta dúvidas em sua habilidade de se autoproteger e de defender o país duas semanas antes de os EUA retirarem suas forças de combate do país.

O atentado foi lançado às 7h30 locais (1h30 de Brasília), no momento em que os recrutas faziam fila e aguardavam ser atendidos do lado de fora do edifício. Agências de notícias dizem que quatro hospitais de Bagdá confirmaram ter recebido vítimas, entre as quais estariam policiais e soldados que faziam a proteção do centro de recrutamento.

"Não sei como ele conseguiu passar, com todas as medidas de seguranças que existem", disse Ahmed Kadim, um recruta que escapou ileso do ataque. "Depois do atentado, todos saíram correndo e os soldados atiraram para o alto", completou.

Violência

No passado, foram inúmeros os registros de ataques desse tipo no Iraque. A violência tem como finalidade dissuadir potenciais recrutas de entrar para as Forças Armadas iraquianas.

O incidente ocorre quando os EUA trabalham em um cronograma para pôr fim às operações de combate no Iraque até o fim deste mês. Todos os soldados americanos serão retirados até o fim do ano que vem.
Entretanto, há divergências sobre se as forças iraquianas estão prontas para assumir a segurança do país depois disso.

O comandante do Estado-Maior iraquiano afirmou na semana passada que a retirada total do Exército americano no fim de 2011 seria prematura porque, segundo ele, os soldados do país só terão condições de garantir plenamente a segurança no território do Iraque em 2020.

O exército do Estados Unidos, que tem 64 mil soldados no Iraque, . Os 50 mil militares americanos que permanecerão no país deverão deixar o Iraque no fim de 2011, como determina um acordo assinado entre as duas nações em novembro de 2008.

O número de civis mortos na violência dos ataques também é alvo de polêmica. No início deste mês, o governo iraquiano divulgou que 535 pessoas morreram em julho, com outras mil feridas.

Esse é o pior resultado desde maio de 2008, quando pouco mais de 560 morreram em mortes violentas. No entanto, os EUA dizem que a estatística é exagerada. Os americanos ressaltam que a violência no Iraque diminuiu desde o pico da violência sectária, em 2006-2007.

*Com BBC, AP e AFP

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