Ataque suicida deixa dezenas de mortos na capital da Somália

Grupo radical islâmico Al-Shabab assume responsabilidade por atentado que deixou ao menos 70 mortos em Mogadíscio

iG São Paulo |

O grupo radical islâmico Al-Shabab assumiu a responsabilidade por um ataque que deixou ao menos 70 mortos nesta terça-feira em Mogadíscio, capital da Somália. O atentado suicida com um caminhão-bomba aconteceu em frente ao prédio do Ministério da Educação e deixou mais de 50 feridos, segundo autoridades.

AP
Homem ferido é visto no local do ataque em Mogadíscio, na Somália

O caminhão explodiu em um posto de controle na entrada do ministério, onde corpos podiam ser vistos em meio a destroços e carros em chamas. Segundo o governo, as vítimas são principalmente estudantes e seus pais que esperavam pelo resultado de um programa de bolsas do Ministério da Educação Superior.

O enfermeiro Ali Abdullahi, do hospital de Medina, disse que os pacientes estão chegando com ferimentos “horríveis”. Muitos têm queimaduras e amputações, enquanto outros ficaram cegos na explosão.

“É a maior tragédia que já vi”, afirmou. “Dezenas chegam a cada minuto, muitos estão inconscientes ou com o rosto coberto de fumaça.”

O ataque é o maior desde que o Al-Shabab foi forçado a deixar Mogadíscio frente a uma ofensiva de tropas governamentais apoiadas pelas forças da União Africana, conhecida como Amison.

“Um de nossos combatentes se sacrificou para matar dirigentes do governo federal de transição, soldados da União Africana e informantes”, afirmou um líder Al-Shabab à AFP.

Em nota, o governo de transição, apoiado pela ONU, afirmou que o perigo do terrorismo ainda é uma realidade. “Ainda há quem queira acabar com os avanços que o povo somali fez em direção à paz”, disse o governo de transição, apoiado pela ONU, em nota.

Fome

Filiado à Al-Qaeda, o Al-Shabab controla controla grande parte da região sul da Somália, a que mais sofre com uma crise de fome que, segundo a ONU, pode causar a morte de até 750 mil moradores.

O grupo radical não permite a entrada de agências de ajuda humanitária nas áreas do território sob seu controle e nega que a seca que atingiu a Somália tenha causado crise de fome.

A ONU declara crise de fome quando dois adultos ou quatro crianças por grupo de 10 mil pessoas morrem de fome a cada dia e 30% das crianças são seriamente desnutridas.

Com AP, BBC e AFP

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