Ataque suicida contra Guarda Revolucionária do Irã mata dois comandantes

Um ataque suicida contra a Guarda Revolucionária do Irã, neste domingo, deixou vinte mortos, entre o quais dois alto comandantes. Dezenas de pessoas ficaram feridas.

BBC Brasil |

Segundo a mídia estatal iraniana, os comandantes participavam de um encontro com líderes tribais na província do Sistão-Baluchistão, no sudeste do país, quando o ataque ocorreu.

A agência de notícias estatal iraniana Irna informou que os comandantes mortos no atentado são o vice-comandante das forças terrestres da Guarda Revolucionária, general Noor Ali Shooshtari, e o comandante-chefe na província do Sistão-Baluchistão.

Ainda de acordo com informações preliminares divulgadas pela mídia iraniana, os comandantes estavam em um carro quando um suicida detonou explosivos amarrados ao corpo.

Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque até agora mas, no passado, o governo iraniano acusou o grupo de resistência sunita Jundallah de perpetrar ataques terroristas na província.

'Elementos estrangeiros'

Horas depois do ataque, no entanto, membros da Guarda acusaram "elementos etrangeiros", um termo normalmente usado para se referir aos Estados Unidos.

"Com certeza elementos estrangeiros, principalmente aqueles ligados à arrogância global, estavam envolvidos no ataque", afirmou a guarda em um comunicado divulgado pela televisão estatal.

A região, que faz fronteira com o Paquistão e o Afeganistão, é uma rota histórica para o contrabando, tráfico de drogas e seqüestros.

O grupo Jandullah, também conhecido como Movimento de Resistência Popular do Irã, diz estar lutando contra a operessão religiosa e política contra minoria sunita do país.

Em maio, poucas semanas antes das eleições presidenciais, três homens foram executados na região por terem participado de um ataque a bomba contra uma mesquita que matou 19 pessoas na cidade de Zahedan.

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