Ataque militar à casa do presidente de Guiné Bissau deixa um morto

Um grupo de militares atacou, neste domingo, a residência do presidente de Guiné Bissau, João Bernardo Vieira, deixando pelo menos um morto, uma semana depois de eleições que deveriam, na verdade, contribuir para estabilizar esse país, por onde passa a cocaína sul-americana enviada para a Europa.

AFP |

O chefe de Estado desse pequeno país da África Ocidental anunciou ao presidente da União Africana (UA), Jean Ping, que "fracassou o motim militar" contra ele, de acordo com nota recebida pela AFP em Adis Abeba, Etiópia.

Segundo testemunhas, às 3h (1h de Brasília), vários militares atacaram a residência presidencial e, duas horas depois, ouviram-se "disparos" perto do quartel Mansoa (a 70 km da capital), um das mais importantes desse país considerado pela ONU como "ponto-chave de entrada" da cocaína procedente de Colômbia e Venezuela com destino à Europa.

"Registramos um morto do lado dos assaltantes, e vários feridos em nossas filas", informou anteriormente uma fonte do Ministério do Interior guineense, que pediu para não ser identificada.

Segundo essa fonte, pelo menos "três assaltantes" foram detidos e interrogados. Outros conseguiram fugir e levar uma importante quantidade de armas armazenadas no pátio dos fundos da residência presidencial, revelou um membro da guarda do presidente.

Horas depois, a situação estava "sob controle", e os efetivos do Exército rastreavam a área onde o chefe de Estado mora, completou uma fonte do Estado-Maior das Forças Armadas.

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