Ataque israelense em Gaza entra no 3º dia; mortos chegam a 310

GAZA - Israel manteve os ataques contra alvos do Hamas na Faixa de Gaza nesta segunda-feira, pelo terceiro dia consecutivo, enquanto militantes lançaram foguetes em resposta à ofensiva que deixou mais de 300 palestinos mortos. Também nesta segunda-feira, a fronteira de Israel com Gaza foi declarada zona militar fechada, anunciou um porta-voz do Exército de israelense. A medida pode ser considerada a fase prévia de uma operação terrestre.

Redação com agências internacionais |

A ONU informou que ao menos 51 dos mortos em Gaza eram civis, uma estimativa "conservadora", segundo porta-voz da organização, baseada em visitas a hospitais e locais de atendimento médico.

A aviação israelense executou dezenas de ataques contra a Faixa de Gaza na madrugada desta segunda-feira, matando pelo menos sete palestinos, sendo seis crianças, segundo fontes médicas.


Civis ficam feridos após ataques / Foto: AP

Um ataque na cidade de Jabaliyah, na zona norte do território palestino, matou quatro meninas, com idades entre um e 12 anos, da mesma família, que moravam perto de uma mesquita que foi alvo dos ataques. Outros dois menores morreram em uma ação em Rafah, sul da Faixa de Gaza. O sétimo morto era um ativista do Hamas.

Os alvos israelenses também incluíram nesta segunda-feira o governo do Hamas. Aviões de guerra bombardearam a sede do Ministério do Interior em Gaza, segundo fonte palestina. Não havia informações disponíveis sobre a possibilidade de mortes ou feridos.

Além de supostas bases militares palestinas, um avião israelense bombardeou na madrugada desta segunda-feira (hora local) a Universidade Islâmica de Gaza, um dos redutos do grupo Hamas, sem deixar vítimas, disseram testemunhas. Cinco foguetes foram lançados na instituição, que fica no centro da cidade.

Os aviões israelenses também atacaram 40 túneis na fronteira de Gaza com o Egito. As passagens, segundos os militares de Israel, eram utilizadas para o contrabando de armas.


Criança ferida chega nos braços do pai ao hospital Shifa, na Faixa de Gaza / AP

"Zona militar fechada"

Israel declarou " zona militar fechada " áreas ao redor de Gaza, alegando riscos decorrentes do lançamento de foguetes por palestinos.

Isso poderia ajudar Israel a preparar uma ação por terra contra o Hamas, grupo militante islâmico que controla Gaza, após três dias de ataques aéreos que causaram caos, deixaram alguns prédios em ruínas e hospitais lotados de feridos.

Tanques na fronteira

Tanques israelenses foram destacados para os limites de Gaza, podendo entrar na área densamente povoada, com 1,5 milhão de pessoas, onde um cessar-fogo de seis meses com o Hamas se encerrou no dia 19 de dezembro. O gabinete de Israel aprovou a convocação de 6,5 mil reservistas.

A ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, que pretende se tornar a premiê nas eleições de 10 de fevereiro, aparentemente descartou uma invasão em grande escala à Faixa de Gaza, uma ação que restauraria o controle israelense na região.

"O nosso objetivo não é reocupar a Faixa de Gaza," disse ela a um programa da rede norte-americana NBC. Questionada se Israel derrubaria o governo do Hamas em Gaza, Livni respondeu: "Não agora."


Fumaça sobe após ataque israelense em Gaza

Foguetes de palestinos

Na cidade israelense de Ashkelon, ao sul do país, um foguete lançado da região controlada pelo Hamas matou uma pessoa, no segundo incidente desse tipo desde sábado, quando o país iniciou a ofensiva mais forte em décadas contra militantes palestinos.

Mark Regev, um porta-voz do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que a ação militar seria mantida até que a população do sul de Israel "não viva mais sob terror e medo devido ao constante lançamento de foguetes". "(A operação poderia) durar vários dias", disse o porta-voz militar Avi Benayahu.

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