Ataque israelense contra escola da ONU mata 40 em Gaza

Hospitais da Faixa de Gaza informaram que pelo menos 40 pessoas morreram em um ataque aéreo israelense que atingiu uma escola dirigida pela Organização das Nações Unidas (ONU) no território. Várias crianças estariam entre os mortos na escola al-Fakhura, no campo de refugiados de Jabaliya, norte da Faixa de Gaza, que foi atingido diretamente, segundo médicos dos hospitais próximos do ataque.

BBC Brasil |

Segundo testemunhas pelo menos um míssil israelense atingiu a escola na tarde desta terça-feira, causando uma grande explosão e espalhando fragmentos entre as pessoas dentro e fora do edifício.

Centenas de pessoas estavam dentro da escola administrada pela ONU tentando se abrigar dos combates entre soldados israelenses e militantes que ocorrem nos arredores do campo de refugiados, ao leste da Cidade de Gaza.

Hospitais
Segundo a correspondente da BBC em Jerusalém Bethany Bell, os feridos pelo ataque foram levados a dois hospitais. Médicos do hospital Kamal Adwan, em Beit Lahiya, informaram que 30 pessoas morreram lá.

Outras dez pessoas morreram no hospital al-Shifa, na Cidade de Gaza, de acordo com os médicos, que afirmam que o número de mortos e feridos deve aumentar.

Os militares israelenses ainda não se pronunciaram a respeito do incidente, mas em ocasiões anteriores eles já acusaram militantes de usar escolas, mesquitas e áreas residenciais como esconderijo.

Este é o segundo ataque aéreo israelense contra uma escola administrada pela ONU. Nesta terça-feira pelo menos três palestinos foram mortos quando uma escola foi atingida no campo de Bureij, segundo autoridades da ONU.

Depois do primeiro ataque, o diretor da agência de ajuda da ONU (UNRWA, na sigla em inglês), John Ging, afirmou que as condições na Faixa de Gaza são "horríveis".

"Esta é uma situação muito, muito trágica. É sem precedentes na escala e sem precedentes na futilidade. É conflito desnecessário e completamente sem justificativa", afirmou.

"Nenhum lugar é seguro para civis aqui na Faixa de Gaza. Eles estão fugindo de suas casas e eles estão certos quando se analisa o número de feridos."
"Está muito perigoso, e mesmo as 14 mil pessoas que procuraram proteção em nossas escolas e abrigos não estão seguras", acrescentou.

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