Ataque guerrilheiro mata 3 da ONU e outros 16 na RDC

Kinshasa, 6 abr (EFE).- Um ataque guerrilheiro contra a cidade e o aeroporto de Mbandaka, no noroeste da República Democrática do Congo (RDC), terminou com três funcionários da ONU, nove rebeldes e sete soldados e policiais mortos, informaram hoje diversas fontes.

EFE |

Os confrontos começaram no domingo, quando os soldados descobriram em Mbandaka um grupo de rebeldes armados da etnia enyele em uma embarcação procedente de Kinshasa. Depois, dezenas de guerrilheiros decidiram atacar o aeroporto.

Entre as vítimas que trabalhavam para a ONU estava um capacete azul de Gana integrante da missão das Nações Unidas no país (Monuc).

Os outros dois foram um piloto sul-africano, morto a tiros, e um congolês, que teve um ataque do coração durante a ofensiva rebelde.

Já o ministro da Habitação da RDC, Maj Kisimba Ngoyi, porta-voz interino do Governo, disse que nos confrontos morreram dois membros da Monuc, um militar, dois policiais e nove rebeldes.

Um morador da cidade, que pediu anonimato, disse à Agência Efe por telefone que os policiais e militares congoleses mortos são pelo menos sete, mas não explicou quantas vítimas houve entre os guerrilheiros e membros da Monuc.

A nota da Monuc assinala que os soldados, junto à Polícia congolesa e o Exército governamental, faz patrulhas pela cidade de Mbandaka para proteger a população e restaurar a normalidade.

Também indica que na selva próxima à cidade de Mbandaka, para onde fugiram os rebeldes, seguem os combates de forma esporádica.

O governador da província de Équateur, Jean-Claude Baende, assegurou hoje que a situação está sob controle das forças governamentais e pediu à população que volte à atividade normal.

A Monuc e as Forças Armadas da RDC se reuniram hoje em Kinshasa e disseram que seguirão cooperando para reforçar o controle da cidade de Mbandaka, capital de Équateur.

Funcionários do hospital Wangata, em Mbandaka, disseram ter contado 14 mortos, além de nove feridos em estado grave.

Em novembro passado, a província foi palco de enfrentamentos entre clãs das etnias enyele e munzaya, quando milícias do primeiro grupo tentaram se apoderar de terras e áreas de pesca dos rivais.

Na época, dezenas de pessoas foram mortas e cerca de 200 mil ficaram deslocadas, das quais dezenas de milhares fugiram para a vizinha República do Congo. EFE py/rr

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