Ataque em Istambul tinha militares como alvo, diz TV

ISTAMBUL (Reuters) - Os morteiros que feriram três pessoas na quinta-feira em Istambul tinham como alvo um quartel-general do Exército, disseram fontes de segurança citadas pela emissora local NTV. Quatro morteiros foram lançados de um cemitério. Funcionários de um órgão municipal próximo, inicialmente identificado como alvo, disseram ter ouvido três explosões, segundo a agência estatal de notícias Anatolian.

Reuters |

Três dos morteiros caíram no próprio cemitério, e o quarto atingiu um caminhão de lixo parado ao lado do edifício municipal, perto do quartel Selimiye, sede do Primeiro Exército turco, responsável pela vigilância das fronteiras do país com Grécia e Bulgária.

Não havia confirmação imediata de que o quartel-general era o alvo do ataque, mas autoridades de segurança disseram que ainda estão investigando. A polícia procura por duas pessoas que escaparam do local de motocicleta, disse a Anatolian.

O incidente ocorre num momento de tensão política devido à multa imposta ao partido governista AK por supostamente contrariar o caráter laico da política turca. Havia a possibilidade de que o partido fosse extinto.

Outro processo judicial, envolvendo militares da reserva acusados de tentar promover um golpe, também contribui com a tensão.

O primeiro-ministro Tayyip Erdogan representa no Parlamento um distrito no lado asiático de Istambul, e tem uma casa no bairro de Uskudar, também do lado asiático, onde o ataque ocorreu.

Na semana passada, duas bombas mataram 17 pessoas em Istambul. Em julho, três atiradores fizeram disparos contra o consulado dos EUA na cidade, deixando seis mortos.

Grupos radicais de esquerda, separatistas curdos e radicais islâmicos costumam ser os responsáveis por atentados a bomba na Turquia.

(Reportagem de Thomas Grove)

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