Exército diz que homem-bomba era adolescente e vestia uniforme escolar; Taleban reivindica ataque que matou ao menos 27 militares

Um ataque suicida em um centro militar matou ao menos 27 soldados e feriu outros 40 nesta quinta-feira em Mardan, no Paquistão. Foi um dos piores ataques recentes às forças paquistanesas e, segundo um porta-voz do Exércio, alguns dos feridos estão em estado grave.

Motorista leva caixões para centro militar em Mardan, no Paquistão, onde ataque matou soldados
AP
Motorista leva caixões para centro militar em Mardan, no Paquistão, onde ataque matou soldados

A polícia e o Exército afirmaram que o homem-bomba era um adolescente que vestia um colete de explosivos por baixo de um uniforme escolar. O Taleban paquistanês, porém, afirmou que ele era um soldado do próprio centro militar de Mardán que se voluntariou para fazer o ataque.

"Ele queria sacrificar sua vida pelo Islã", afirmou Ahsanullah Ahsan, porta-voz do Taleban paquistanês. "Aceitamos sua oferta e o orientamos a atacar seus colegas militares em Mardan."

Outro porta-voz do grupo, Azam Tariq, disse que os talebans reivindicavam o atentado "com orgulho". "Prosseguiremos executando este tipo de ataques contra aqueles que protegem os americanos. Faremos isto para nos vingarmos dos disparos de mísseis de aviões não-tripulados e das operações militares nas zonas tribais, até que elas acabem", ameaçou.

Mardan fica próxima às zonas tribais do noroeste no Paquistão, perto da fronteira com o Afeganião, área que é reduto dos talebans paquistanes e principal zona de treinamento da Al-Qaeda. Mardan também fica a 50 km do distrito tribal de Mohmand, onde o Exército executa desde o fim de janeiro uma ofensiva contra os talebans.

O Movimento dos Talebans do Paquistão (TTP) é o principal responsável por uma onda de quase 450 atentados - a maioria suicidas - que deixou mais de 4 mil mortos em todo o país em três anos e meio. O ataque de Mardan é o 10º atentado em duas semanas no Paquistão, aliada vital dos Estados Unidos na região.

Com AP, EFE e AFP

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