Autoridades da Síria informaram que soldados americanos em helicópteros realizaram neste domingo um ataque em um vilarejo do país perto da fronteira com o Iraque, matando oito pessoas. Segundo um porta-voz do governo sírio, entre as oito pessoas mortas estaria uma mulher.

O ataque teria ocorrido na área de Abu Kamal, a oito quilômetros da fronteira com o Iraque, leste do país.

"Quatro helicópteros americanos violaram o espaço aéreo da Síria por volta das 16h45, horário local", (11h45, horário de Brasília) informaram a televisão estatal síria e a agência de notícias Sana.

Segundo as informações divulgadas no país "soldados americanos" que saíram dos helicópteros atacaram um prédio civil ainda em construção e dispararam contra os funcionários que estavam no local, causando oito mortes.

"Os helicópteros então deixaram o território sírio em direção ao Iraque", informou a agência Sana.

Os Estados Unidos informaram que ainda estão investigando o incidente. Um porta-voz militar americano não confirmou as informações.

"É uma situação em desenvolvimento", informou.

'Ato agressivo'
O Ministério do Exterior sírio convocou o enviado americano a Damasco para entregar seu protesto contra o ataque.

"A Síria condena este ato agressivo e responsabiliza as forças americanas por esta agressão e todas as suas repercussões", afirmou uma autoridade do governo à agência de notícias Sana.

A imprensa oficial síria informou que o enviado iraquiano também foi convocado pelo governo do país.

Se o ataque for confirmado, será o primeiro de forças americanas dentro do território sírio, informou a repórter da BBC Natalia Antelava.

A agência de notícias Sana informou que os soldados americanos "abriram fogo contra os trabalhadores" dentro do prédio em construção, "incluindo a esposa de um dos guardas da construção, levando à morte de oito civis".

Entre os mortos também estariam um homem e seus quatro filhos e um casal.

A área onde ocorreu o ataque, o vilarejo de Sukkiraya, fica perto da cidade de Qaim, já no Iraque, perto da fronteira. Esta região tem sido um ponto de passagem para combatentes, armas e dinheiro, que entram ilegalmente no Iraque para abastecer a insurgência sunita.

O governo americano acusa a Síria de não tomar providências para resolver o problema.

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