Por Hamid Shalizi PULE ALAM, Afeganistão (Reuters) - Pelo menos três policiais e dois civis foram mortos em um ataque de atiradores e homens-bomba do Taliban nesta segunda-feira perto da capital afegã Cabul, relataram autoridades.

O ataque, o mais recente em uma série de atentados antes da eleição presidencial de 20 de agosto, ocorreu após comandantes norte-americanos afirmarem que a guerra no Afeganistão não vive uma crise mesmo com o fortalecimento do Taliban.

Deen Mohammad Darwish, porta-voz do governador da província de Logar -- a cerca de uma hora de Cabul--, disse que um taliban também morreu. Testemunhas afirmaram que a batalha durou várias horas.

No último mês, o Taliban prometeu tumultuar a eleição, pedindo que os afegãos boicotem o pleito. Antes e depois do alerta, houve uma série de emboscadas contra candidatos, funcionários de campanha e autoridades eleitorais.

O porta-voz do Taliban Zabihullah Mujahid afirmou que seis combatentes vestiram coletes com bombas e atacaram o gabinete do governador, o quartel-general da polícia e as instalações eleitorais em Pule Alam, a 70 quilômetros de Cabul.

O ataque segue o padrão desafiante dos atentados do último mês em cidades do leste, com Khost e Gardez.

Abdul Rahim, que trabalha em um escritório próximo ao prédio da polícia, disse que cinco policiais morreram e 26 pessoas ficaram feridas. Ele afirmou que pelo menos três dos agressores vestiam burcas, traje que cobre dos pés à cabeça e é usado tradicionalmente por algumas mulheres afegãs.

Repórteres da Reuters na cidade ouviram pelo menos três fortes explosões e tiros esporádicos após o contra-ataque das forças de segurança. Uma fumaça espessa saía do prédio da polícia, e helicópteros Apache dos Estados Unidos voavam sobre o edifício.

Com membros da Organização das Nações Unidas (ONU) reconhecendo no domingo que a violência e a falta de segurança prejudicaram a preparação para o pleito em algumas áreas, os moradores de Pule Alam temem que a situação piore ainda mais.

"As coisas vão ficar piores com a eleição", disse o vendedor Faizal Ahmad. "Não vamos ter segurança no futuro."

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