Nova Délhi, 27 jan (EFE).- Dezenas de civis ficaram feridos nos últimos bombardeios das tropas do Sri Lanka nas chamada zonas seguras, criadas pelo próprio Executivo no norte da ilha, denunciou hoje à Agência Efe o porta-voz da ONU no país, Gordon Weiss.

Weiss, contatado por telefone, explicou que os ataques do fim de semana passado contra a guerrilha tâmil atingiram as áreas de segurança delimitadas pelas autoridades em território rebelde.

O porta-voz das Nações Unidas disse ainda que membros da ONU estavam na zona dos bombardeios, embora não tenham ficado feridos.

O site "Tamilnet", que apóia a guerrilha, assegurou ontem à noite que o Exército matou 300 civis e deixou centenas de feridos nos ataques das 24 horas anteriores contra as zonas seguras.

Na semana passada, o Executivo cingalês anunciou a criação de duas zonas seguras no norte de ilha para facilitar o movimento de civis de território tâmil para regiões sob controle governamental.

Ontem, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu garantias na segurança dos civis residentes de áreas de combates e cobrou às partes um acordo para dar prioridade ao bem-estar e à segurança da população.

A guerrilha luta há 25 anos para proclamar um Estado independente no norte e no leste do Sri Lanka, onde predomina a etnia tâmil frente à cingalesa, maioria no resto do país. EFE mb/rr

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.