Ataque do Exército colombiano mata 12 rebeldes ligados a líder das Farc

Comandante diz que ação foi golpe valioso contra um dos círculos de segurança do número 1 da guerrilha, "Alfonso Cano"

EFE |

Doze guerrilheiros do círculo de segurança do chefe máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), "Alfonso Cano", morreram neste domingo em um ataque de militares colombianos em uma zona montanhosa do Departamento (Estado) de Tolima, no centro do país, informaram fontes oficiais.

O comandante das Forças Militares colombianas, general Freddy Padilla, disse que foi um golpe valioso contra um dos círculos de segurança mais sensíveis de Guillermo León Sáenz Vargas, nome verdadeiro de "Alfonso Cano".

O grupo foi surpreendido durante a madrugada e sua líder, conhecida como "Marleny Rondón", uma criminosa de alta periculosidade que perpetrou mais de 30 ataques contra a polícia e assassinou mais de 70 policiais e militares, morreu.

Padilla lembrou que a mulher era de muito "afeto e confiança" do líder máximo das Farc, informando que outras três mulheres e oito homens também morreram na ação. "É uma operação que está em curso, uma operação conjunta e combinada das Forças Militares", disse. Segundo ele, a captura de "Alfonso Cano" é um trabalho que demanda muito esforço e perseverança.

A operação aconteceu em um ponto da Cordilheira Central da Colômbia situado a 2,5 mil metros acima do nível do mar, perto do município de Planadas, reduto das Farc. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, deu os parabéns às Forças Armadas pela operação e disse que "estão fazendo um esforço imenso para devolver a paz e a tranquilidade a este país".

"Esse grupo é responsável por 30 ações terroristas no sul de Tolima nos últimos dois anos", afirmou. "Alfonso Cano" assumiu a chefia das Farc em maio de 2008 depois da morte, por causas naturais, de Pedro Antonio Marín, conhecido como "Manuel Marulanda" ou "Tirofijo" e fundador da guerrilha. Segundo as autoridades colombianas, "Cano" se esconde em uma conflituosa zona do sudoeste do país, onde as Farc têm uma grande presença e domínio.

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