Grupo rebelde islâmico al-Shabab assumiu responsabilidade pelo atentado, que matou seis parlamentares do país

Um homem-bomba e um atirador vestindo uniforme militar atacaram um hotel próximo ao palácio presidencial da Somália nesta terça-feira. O ataque em Mogadíscio, capital do país, deixou pelo menos 33 mortos, incluindo seis parlamentares. O grupo insurgente al-Shabab assumiu o ataque.

Quarto do hotel Muna, na capital da Somália, é visto após ataque
AFP
Quarto do hotel Muna, na capital da Somália, é visto após ataque

Segundo autoridades da Somália, entre as vítimas estão civis, integrantes do parlamento, seguranças e funcionários do hotel, totalizando 33 pessoas. Além disso, os dois homens que fizeram o ataque também morreram.

Ainda segundo o governo, um menino de 11 anos que engraxava sapatos em frente ao hotel está entre as vítimas, assim como uma mulher que vendia chá.

Um parlamentar ouvido pela Associated Press disse que o homem-bomba provocou a explosão próximo à recepção, enquanto o homem armado invadiu o hotel atirando e iniciando um tiroteio que durou cerca de uma hora.

O ataque ao Muna Hotel aconteceu menos de 24 horas depois de o grupo al-Shabab ter ameaçado uma "guerra massiva" contra o que chamou de "invadores", em referência aos cerca de 6 mil soldados da União Africana que estão em Mogadíscio.

O porta-voz do al-Shabab, sheik Ali Mohamud Rage, disse que integrantes das "forças especiais" do grupo foram responsáveis pelo ataque contra aqueles que "ajudam os infiéis".

Com AP

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