Ataque de milícias islâmicas mata soldado da União Africana na Somália

Mogadíscio, 3 dez (EFE).- Um membro burundinês das forças de paz da União Africana (UA) na Somália (Amisom) morreu após o ataque das milícias islâmicas contra a base militar da capital na madrugada da segunda-feira, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

"Um de nossos soldados morreu por causa dos graves ferimentos que foram provocadas pelo bombardeio de um grupo armado na madrugada da segunda-feira", disse hoje à Agência Efe Clément Cimana, porta-voz das tropas burundinesas, que acrescentou que não houve mais mortes.

A Amisom, criada em fevereiro de 2007, tem cerca de 8 mil efetivos mobilizados na região, mas só 1,8 mil ugandenses e 200 burundineses fazem parte do contingente da ONU, considerado um elemento "invasor" pelas milícias islamitas.

Entre os objetivos da Amisom, está proteger as instituições do Governo de transição, criado em 2004 para tentar estabelecer uma autoridade formal, após o golpe de estado que derrubou o ditador Siad Barre, em 1991.

No entanto, o Governo de transição "fracassou", como reconheceu há menos de um mês, em Nairóbi, o atual presidente da Somália, Abdullahi Yousef, que admitiu que "o país se encontra quase em sua totalidade sob o poder dos insurgentes do Al-Shabaab".

O grupo rebelde Al-Shabaab - que, segundo o Governo dos Estados Unidos, está ligado à Al Qaeda - é a ala militar da extinta União das Cortes Islâmicas (UCI), que controlou Mogadíscio de junho até dezembro de 2006, até serem expulsas da cidade pelas tropas governamentais e pelo Exército etíope. EFE ls/an

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