Ataque de Israel mata comandante palestino na Faixa de Gaza

Qaissi, de grupo responsável por sequestro de Shalit em 2006, e mais nove foram mortos em dois bombardeios separados

iG São Paulo |

Um ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza matou nesta sexta-feira Zuhair al-Qaissi, comandante do grupo militante por trás do sequestro de Gilad Shalit , um soldado de Israel que foi mantido em cativeiro por mais cinco anos e libertado no ano passado em uma troca por mais de 1 mil detentos palestinos.

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A explosão destruiu o sedan azul de Qaissi e matou seu genro Mahmoud Hanini, que também era um importante comandante dos Comitês de Resistência (CRP). Os comitês reúnem ativistas armados de diferentes facções e têm uma relação próxima com o grupo palestino Hamas, que governa a Faixa de Gaza. Horas depois, Israel lançou outro ataque contra palestinos que, segundo autoridades, se preparavam para atacar com foguetes o território israelense.

O ataque ao meio-dia desta sexta-feira contra o comandante do braço armado dos CRP foi um dos mais relevantes contra a região em meses e imediatamente motivou lançamentos retaliatórios de foguetes - levantando a possibilidade de uma escalada violenta depois de um período de relativa calma.

No total, 10 militantes palestinos foram mortos pelos ataques aéreos israelenses. Um cidadão israelense ficou gravemente ferido por um ataque com foguete palestino.

Qaissi foi eleito chefe do CRP em agosto, depois que Israel matou o seu antecessor num ataque aéreo em Rafah, sul da Faixa de Gaza. De acordo com testemunhas, a explosão foi tão forte que a cabeça de Qaissi se desprendeu do corpo. Imagens da Reuters TV mostraram um corpo carbonizado sendo retirado do local.

Segundo o Exército israelense, o militante preparava "para os próximos dias" um plano de infiltração em Israel similar ao lançado em agosto a partir da Península do Sinai , que deixou oito israelenses mortos e 40 feridos, sugerindo que o ataque aéreo sobre o carro foi necessário para frustrar o plano.

O braço do CRP reivindicou a responsabilidade por uma série de ataques a foguetes, afirmando no mês passado que as ações foram uma resposta ao que classificou como ameaças de judeus extremistas contra a mesquita de al-Aqsa, em Jerusalém. Mas o grupo é mais conhecido por realizar o sequestro de Shalit e mantê-lo em cativeiro até sua soltura no ano passado.

*Com AP e Reuters

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