Ataque de Israel atinge colégio da ONU em Gaza e mata 6

Gaza - Pelo menos seis palestinos morreram neste sábado em bombardeiros israelenses em Gaza que atingiram um colégio da ONU, informaram fontes médicas palestinas.

Redação com EFE |

O ataque acontece um dia depois de a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e a ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, terem assinado um memorando de entendimento no qual os Estados Unidos oferecem garantias a Israel para que possa aceitar um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Entre os mortos no ataque ao colégio estavam uma mulher e seu filho, que se abrigavam nesse centro da agência da ONU para o socorro aos refugiados (UNRWA), em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza.

Segundo fontes da agência das Nações Unidas, na escola estavam no momento do ataque vários palestinos, que lá buscavam abrigo devido à ofensiva militar israelense.

Nas imediações do colégio se registraram esta manhã duros enfrentamentos entre forças israelenses e milicianos palestinos, informou a rádio pública israelense.

Outros três palestinos morreram no começo da manhã no nordeste da Cidade de Gaza, devido ao bombardeio de navios de guerra da Marinha israelense, que deixou também 11 pessoas feridas.

O ataque teve como alvo um grupo de casas conhecido como Al-Karama, que fica perto do campo de refugiados A-Shati.

Um porta-voz do Exército israelense disse que estão sendo investigados os incidentes, enquanto funcionários da ONU por enquanto não se pronunciaram sobre as circunstâncias do bombardeio ao colégio.

As Forças Armadas israelenses atacaram, na noite passada, pelo menos 50 alvos, que incluem oito plataformas de lançamento de foguetes, 14 túneis na fronteira sul de Gaza com o Egito e quatro supostos armazéns de armas.

No boletim diário que o Exército israelense divulga, se menciona que foram atacadas três instalações do Hamas, seis áreas tomadas por minas e duas mesquitas usadas para disparar contra forças israelenses no centro e no norte da Faixa de Gaza.

A agência de notícias palestina "Ma'an" informa que na sexta-feira morreram 48 palestinos em ataques israelenses em Gaza, enquanto nos 22 dias da operação o número de vítimas passa de 1.160.

Possível cessar-fogo

O acordo assinado por Livni e Rice foi considerado um passo importante na preparação do caminho para um cessar-fogo. O documento reúne o compromisso dos EUA de oferecer recursos, meios, assistência técnica e informação para prevenir o contrabando de armas do Egito para Gaza, e impedir que o movimento islâmico Hamas se rearme, uma exigência do governo israelense para poder aceitar um cessar-fogo.

Segundo a proposta egípcia de cessar-fogo, os conflitos acabariam imediatamente, por dez dias, mas as forças israelenses continuariam em Gaza e as fronteiras do território permaneceriam fechadas até que procedimentos de segurança fossem realizados. O objetivo dessa medida seria impedir o rearmamento do Hamas.

22º dia de ataques

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