Ataque contra brasileiros no Suriname deixa ao menos 14 feridos

PARAMARIBO - A comunidade brasileira na cidade de Albina, no norte do Suriname, foi atacada na véspera de Natal em represália à morte de um morador local supostamente assassinado por um trabalhador brasileiro, informou neste sábado o Ministério das Relações Exteriores. O ataque deixou 14 brasileiros feridos.

iG São Paulo |

De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, cerca de 80 brasileiros foram levados para a capital Paramaribo, entre eles os feridos.

O ataque teria sido uma vingança pela morte de um morador supostamente assassinado por um brasileiro. A agência de notícias Caribbean Media Corporation informou que a comunidade local usou machados e facões para atacar brasileiros e também chineses.

Segundo o ministro surinamês da Justiça e da Polícia, Chandrikapersad Santokhi, durante o tumulto entre 100 e 500 pessoas saquearam um shopping center e outras lojas, além de tomarem o cofre de um vendedor de ouro. "Não há justificativa para o que aconteceu", disse o ministro, acrescentando que vários suspeitos já foram presos.

Autoridades de segurança informaram que há relatos de que pelo menos 20 mulheres brasileiras, incluindo uma mulher grávida, teriam sido estupradas durante o incidente. Esta mulher teria perdido o bebê, segundo o embaixador brasileiro no Suriname, José Luiz Machado e Costa, em entrevista à rádio CBN.

Membros do Exército e da Polícia foram mobilizados para conter os ataques e saques, pacificando a região. O embaixador brasileiro está em contato com o governo do Suriname sobre o caso.

Albina, uma cidade com cerca de 5 mil moradores, é o principal ponto de cruzamento para a Guiana Francesa. A região abriga minas de ouro e atrai muitos trabalhadores ilegais do Brasil.

Existem tensões em Albina entre exploradores de ouro brasileiros e surinameses, incluindo ameríndios, que enfrentam uma alta taxa de desemprego. Ex-colônia holandesa que conquistou a independência em 1975, o Suriname tem uma população de cerca de 500 mil pessoas.

Com Reuters e BBC

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