Ataque com mísseis dos EUA deixa pelo menos 14 mortos no Paquistão

Islamabad, 11 ago (EFE).- Pelo menos 14 pessoas, entre elas vários insurgentes, morreram em um ataque com mísseis aparentemente perpetrado por um avião não-tripulado dos Estados Unidos, na região tribal paquistanesa do Waziristão do Sul, informou hoje uma fonte oficial.

EFE |

Pelo menos três mísseis atingiram um complexo de treinamento da insurgência talibã e uma "madraçal" (escola islâmica), na região de Kanigoram, no distrito fronteiriço com o Afeganistão, segundo a fonte, citada pela cadeia privada "Dawn".

De acordo com a versão da fonte, os fundamentalistas atacados são ligados ao líder dos talibãs paquistaneses, Baitulá Mehsud, a quem as autoridades do país deram como morto, depois de um ataque similar contra a residência de seu sogro, na semana passada, na mesma localidade.

Embora o Governo do Paquistão tenha assegurado que Mehsud morreu na madrugada do dia 5, o ministro do Interior, Rehman Malik, admitiu ontem que ainda não há nenhuma "prova científica", como seu corpo ou amostras de DNA, para confirmar a morte, e hoje desafiou a insurgência a demonstrar que seu líder está vivo.

Destacados líderes insurgentes e porta-vozes do movimento Tehrik-e-Talibã Paquistão (TTP), que engloba diferentes facções talibãs do país, desmentiram a morte de seu líder e declararam que Mehsud está doente, mas vivo, e que está escondido em um paradeiro desconhecido por motivos de segurança.

Os aviões não tripulados dos EUA realizam ataques regularmente nas áreas tribais paquistanesas que fazem fronteira com o Afeganistão, sobretudo nas províncias do Waziristão do Sul e do Norte, também consideradas refúgio de membros da rede terrorista Al Qaeda.

Islamabad rejeita publicamente os ataques com mísseis dos EUA, embora fontes paquistanesas e americanas tenham confirmado à Agência Efe que existe um consentimento e que os serviços de inteligência dos dois países compartilham informação sobre os alvos. EFE igb/pd

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