Ataque cibernético é uma das ameaças ao Reino Unido, diz governo

Governo britânico elabora nova Estratégia de Segurança Nacional, que deve incluir cortes profundos nos gastos do setor

Reuters |

Ataques cibernéticos, terrorismo, conflitos entre países e desastres naturais são as maiores ameaças à segurança do Reino Unido, disseram autoridades do país nesta segunda-feira, um dia antes de uma grande revisão militar que deve incluir cortes profundos nos gastos do setor.

Em uma nova Estratégia de Segurança Nacional, o governo destacou ameaças de grupos ligados à Al Qaeda e da Irlanda do Norte, buscando convencer críticos de que a revisão abrangente das forças armadas, cujos resultados devem ser divulgados na terça-feira, é movida por considerações políticas e não pelo interesse em poupar dinheiro.

A Grã-Bretanha procura reduzir seu déficit orçamentário, que está em quase 11% do PIB, e ao mesmo tempo conservar o lugar do país como potência militar na Europa e aliada eficaz dos Estados Unidos, apoiado em conflitos no Iraque e Afeganistão.

"Nossa estratégia define prioridades claras: contraterrorismo, cibernética, crises militares internacionais e desastres como enchentes", disse o governo em seu relatório sobre a Estratégia de Segurança Nacional. O relatório relegou a um nível de prioridade mais baixo, "nível dois", as ameaças de insurgências no exterior que possam fomentar ataques terroristas no Reino Unido - um cenário semelhante à luta do Taliban no Afeganistão.

O documento disse que ameaças podem vir de outros países, mas destacou as de origem não convencional e não ligada a outros Estados, o que provavelmente será usado para justificar reduções nas grandes aquisições de equipamentos militares.

O orçamento de US$ 58,62 bilhões do Ministério da Defesa deve sofrer um corte inferior a 10%, muito abaixo da média de 25% aplicada a outros departamentos governamentais, mas, mesmo assim, é provável que os cortes tenham importantes consequências políticas, industriais e diplomáticas.

A Estratégia de Segurança Nacional também destacou a proliferação nuclear como perigo crescente e acrescentou que a segurança britânica é vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas e seus impactos sobre o abastecimento de alimentos e água.

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