Ataque aéreo israelense mata palestino em Gaza, após fim da trégua

Um palestino morreu e outros três foram feridos neste sábado, no primeiro ataque de Israel contra a Faixa de Gaza após o fim da trégua de seis meses entre os israelenses e o movimento radical islâmico Hamas.

AFP |

Ali Hijazy, de 24 anos e membro da Força 17, um serviço de segurança da Autoridade Palestina, foi morto no ataque, realizado contra a zona de Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, disse à AFP o chefe dos serviços de emergência do ministério palestino da Saúde, Muauiya Hasanein.

Entre os três feridos, dois sofreram lesões graves, destacou Hasanein.

Segundo testemunhas, Hijazy e dois dos feridos eram membros das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, braço armado do Fatah, partido do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

O ataque ocorreu às 09H00 local, quando um aparelho israelense disparou três mísseis contra um grupo de ativistas que se dispunha a atacar o sul de Israel com foguetes.

As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa confirmaram que Ali Hijazy era seu "comandante local, responsável pelos disparos de foguetes contra Israel".

"Nossa resposta a este assassinato não tardará. Todas as opções são possíveis e a reação deve vir de todos os grupos palestinos", declarou à AFP o porta-voz do movimento, Abu Thaer.

Um oficial do Exército hebreu disse à AFP que cinco foguetes disparados de Gaza caíram em Israel, sem causar vítimas ou danos materiais.

Os ativistas palestinos também fizeram 25 disparos de morteiro, e um obus atingiu um kibutz próximo à fronteira com Gaza, onde não havia ninguém no momento do ataque.

A Jihad Islâmica reivindicou os disparos de foguetes e as Brigadas Ezzedin Al Qassam, braço armado do Hamas, assumiram os tiros de morteiro.

Um porta-voz militar de Israel confirmou o ataque aéreo, contra ativistas palestinos que se dispunham a lançar foguetes.

Esta foi a primeira ação militar israelense desde o final da trégua de seis meses entre o Estado hebreu e o Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

O cessar-fogo, que entrou em vigor no dia 19 de junho, graças à mediação do Egito, terminou nesta sexta-feira.

hov/LR

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