Ataque aéreo israelense mata membro do Hamas em Gaza

Um combatente do movimento radical islâmico Hamas morreu na noite desta quarta-feira em um ataque aéreo israelense contra o sul da Faixa de Gaza, anunciaram os serviços de emergência palestinos.

Redação com agências internacionais |


O militante das Brigadas Ezzedin al-Qassam - braço armado do Hamas - Yahi al Chaaher, de 23 anos, morreu e outros quatro palestinos ficaram feridos, um gravemente, quando um helicóptero israelense disparou três mísseis contra o grupo, em um setor próximo a Rafah, na zona de fronteira com o Egito.

Um porta-voz do Exército israelense confirmou o ataque, precisando que "teve como alvo terroristas que haviam disparado foguetes contra Israel".

Segundo agências internacionais, o ataque aéreo israelense contra plataformas de lançamento de foguetes e morteiros revidava os 100 projéteis que foram disparados nas últimas 24 horas da Faixa de Gaza em direção a Israel. Por causa do bombardeio, o Governo israelense decidiu que a fronteira com Gaza permaneceria fechada por mais um dia.

O fato segue um dia particularmente violento nos últimos meses na fronteira israelense-palestina, com uma ofensiva por parte das milícias palestinas que pode acabar com os esforços para uma trégua.

Tentativa de trégua

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, se reuniu nesta terça-feira no Cairo com o líder egípcio, Hosni Mubarak, para tentar reanimar o cessar-fogo, e na quinta a ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, se encontrará com o governante do Egito.

Mark Regev, porta-voz do Ministério de Exteriores de Israel, disse à Efe que nas últimas 24 horas caíram em território israelense "uma centena" de projéteis, e responsabilizou dos ataques o movimento islâmico Hamas, que governa Gaza desde junho de 2007.

"A responsabilidade pela deterioração da situação no sul é unicamente do Hamas", disse Regev, que afirmou que o movimento "atua com o objetivo de frustrar os entendimentos obtidos com a mediação do Egito e quer minar a paz".

O porta-voz fazia referência aos esforços diplomáticos do Cairo para conseguir uma nova trégua na zona, depois que a anterior expirou no dia 19, e, na segunda-feira, os islâmicos concordaram com um cessar-fogo de 24 horas para permitir que a ajuda humanitária egípcia entrasse na faixa.

Esta assistência, assim como a de diferentes grupos humanitários internacionais com base na Cisjordânia, devia ter entrado hoje pela passagem de Kerem Shalom, um dos alvos atacados durante o dia pelos milicianos.

Por causa dos ataques, Israel decidiu voltar atrás em sua decisão de reabrir, hoje, alguns postos fronteiriços com Gaza, disse à Efe Peter Lerner, porta-voz do organismo dependente do Ministério da Defesa que coordena as atividades de Israel nos territórios palestinos.

Questionado sobre o fechamento da fronteira, Regev respondeu apenas: "Lançaram contra nós mais de 100 foguetes".

"Israel demonstrou até agora muita contenção, apesar dos contínuos ataques com foguetes contra nossos civis", ressaltou o porta-voz do primeiro-ministro israelense.

Os guardas militares desdobrados na fronteira contabilizaram 68 lançamentos hoje, que, sem deixar vítimas mortais, geraram uma situação de emergência em toda a zona divisória a Gaza. Quase todos os foguetes eram do tipo Qassam, salvo dois Grad, que, por ter maior alcance, chegaram às cidades de Ashkelon e Netivot, cerca de 10 e 15 quilômetros do norte da faixa.

Hamas

Em comunicado, o braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezzedin al-Qassam, assumiu a autoria dos ataques, em resposta "à morte de cinco militantes".

Dois deles morreram na última madrugada, ao serem atingidos pelos estilhaços de explosivos que detonaram antes do tempo, enquanto outros três foram mortos nesta terça-feira pelo Exército israelense quando se aproximavam da parte norte da cerca que separa Gaza do Estado judeu, segundo porta-vozes militares.

Esta é a primeira vez desde o retorno às hostilidades que o Hamas assume a autoria dos lançamentos de projéteis contra Israel, o que, até agora, era feito pela Jihad Islâmica, uma pequena, mas radical, facção.

(Com informações da AFP e da EFE)

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