Um ataque aéreo de Israel deixou nesta sexta-feira pelo menos 11 feridos no aeroporto de Gaza, que está inativo, informaram fontes médicas palestinas e testemunhas. O estado de saúde dos feridos não foi divulgado.

O comando militar israelense confirmou os ataques aéreos perto de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, afirmando que o alvo eram militantes.

AFP
Palestinos carregam homem ferido em hospital

Palestinos carregam homem ferido em hospital

Essa é a segunda noite de ataques aéreos israelenses  desde que um foguete disparado da Faixa de Gaza matou um trabalhador tailandês em kibbutz israelense na quinta-feira .

Os mísseis desta sexta-feira acertaram um aeroporto internacional inativo e túneis construídos por militantes perto da fronteira com Israel. Na quinta-feira, os ataques foram contra os túneis usados para contrabando de mercadorias e uma loja, mas não houve feridos.

Um porta-voz militar israelense disse que os ataques eram uma resposta aos cinco foguetes lançados contra Israel nos últimos dois dias - incluindo o que causou a morte do trabalhador tailandês. Ele foi a primeira pessoa a morrer no sul de Israel desde a ofensiva do país na Faixa de Gaza, entre dezembro de 2008 e janeiro do ano passado.

No mesmo período, 88 palestinos em Gaza morreram em operações militares israelenses e em confrontos na fronteira, de acordo com a ONU. Os confrontos acontecem pouco antes da previsão de chegada a Israel, no domingo, do enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell.

Quarteto para o Oriente Médio

A segunda noite consecutiva de retaliação ocorreu no mesmo dia em que o Quarteto de Mediadores para o Oriente Médio (EUA, União Europeia, ONU e Rússia) defendeu o início de negociações indiretas entre israelenses e palestinos para a  criação em dois anos de um "Estado palestino democrático que viva em paz com Israel" . O Quarteto também pediu a Israel o fim da expansão dos assentamentos israelenses.

AP

Meninos palestinos observam destruição em Gaza

Meninos palestinos observam destruição em Gaza após primeiro ataque

O governo israelense anunciou na semana passada planos de construir 1,6 mil casas em Jerusalém Oriental , decisão que afetou causou uma saia-justa com os EUA a ser anunciada durante a visita do vice-presidente americano, Joe Biden, à região com o objetivo de reiniciar as negociações indiretas de paz entre israelenses e palestinos .

O anúncio, porém, impediu qualquer progresso nas conversas, com os palestinos afirmando  que não seguiriam adiante se o projeto não fosse cancelado  e ainda provocou a pior crise diplomática entre os Estados Unidos e Israel nos últimos 35 anos , segundo o embaixador de Israel em Washington.

No dia 12, Hillary, em declarações extraordinariamente ríspidas, classificou o incidente de insulto .

Nesta sexta-feira, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que "valeu a pena" ter agido com mais rigor com Israel. Segundo ela, a posição deu resultados porque agora ficou mais provável um retorno às negociações para tratar sobre o processo de paz com os palestinos. O comentário foi feito antes do segundo ataque à Faixa de Gaza.

*Com informações da AFP e BBC

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