Ataque a fábrica de armas mata 59 no Paquistão

Por Augustine Anthony ISLAMABAD (Reuters) - Dois homems-bomba atacaram a principal indústria armamentista do Paquistão ao final de um turno de trabalho na quinta-feira, matando 59 pessoas, segundo autoridades.

Reuters |

O Taliban paquistanês reivindicou a autoria do ataque.

Nos últimos meses, o Paquistão convive com uma violenta rotina de atentados islâmicos, especialmente contra as forças de segurança. Essa situação, junto com a incerteza política, mina a confiança dos investidores e derruba os indicadores financeiros do país.

'Havia corpos espalhados por todos os lugares e feridos encharcados de sangue gritando por ajuda', disse um homem que se identificou como Shah, gerente de um posto de gasolina próximo à fábrica, em Wah, 30 quilômetros a noroeste de Islamabad.

'Muitos dos feridos estavam sem pernas ou mãos. Eu podia ver partes de corpos penduradas nas árvores', disse ele.

Um porta-voz do Taliban local disse que o ataque foi uma retaliação por operações militares contra militantes em Bajur (noroeste, fronteira com o Afeganistão).

'Se as operações não pararem, vamos continuar tais ataques,' disse Maulvi Omar por telefone.

'A fábrica Wah é uma fábrica assassina onde armas estão sendo produzidas para matar nossas mulheres e crianças', disse.

Uma autoridade do hospital disse que 59 pessoas foram mortas e 81 ficaram feridas nas explosões perto do complexo extremamente fortificado, centro da indústria de defesa paquistanesa, onde cerca de 25 mil trabalhadores produzem explosivos, artilharia e armas em cerca de 15 fábricas.

Na hora da explosão, centenas de trabalhadores estavam do lado de fora do complexo, pois era o final do turno de trabalho.

Um dos homens-bomba se explodiu em frente ao portão principal, e o outro agiu quase simultaneamente em outro portão, segundo o policial Sardar Shahbaz.

Soldados isolaram a área e mantiveram jornalistas afastados enquanto ambulâncias levavam os feridos.

O Taliban paquistanês reivindicou na semana passada um atentado contra um ônibus da Aeronáutica em Peshawar, que matou 13 pessoas, também em retaliação contra ações militares no noroeste do país.

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