Ataque a embaixada dos EUA no Iêmen mata 16

A explosão nesta quarta-feira de um carro-bomba em frente à embaixada americana no Iêmen, na capital Sanaa, matou pelo menos 16 pessoas, nenhuma delas americanas. Entre os mortos no ataque que ocorreu às 8h30, hora local (2h30 no horário de Brasília), estão seis agentes de segurança iemenitas, seis dos responsáveis pelo ataque e quatro pessoas que passavam pelo local.

BBC Brasil |

Testemunhas dizem que o carro se chocou contra o portão da embaixada, explodindo em seguida. Após a explosão, ocorreu um tiroteio entre militantes armados (vestidos de policiais, segundo testemunhas) e agentes de segurança.

Um grupo que diz se chamar Jihad Islâmica no Iêmen assumiu responsabilidade pelo ataque, ameaçando atacar outros alvos ocidentais na região a menos que seus integrantes detidos sejam libertados, mas a autenticidade da informação não foi confirmada.

O local foi cercado por policiais e, segundo um porta-voz da embaixada americana e o clima dentro do prédio é de calma.

Extremismo
Os Estados Unidos ordenaram a saída de seu corpo diplomático não essencial da embaixada iemenita no início do ano, após o prédio ter sido atacado por morteiros. As bombas erraram o alvo e acertaram uma escola vizinha.

O governo do país, um aliado americano na chamada "guerra contra o terror", freqüentemente responsabiliza a rede Al Qaeda por ataques a alvos ocidentais no país.

Forças especiais americanas vêm auxiliando o governo do país a combater militantes islâmicos.

Em visita ao país no início da semana, o secretário de Defesa assistente dos EUA, Michael Vickers, elogiou os esforços do governo iemenita para "neutralizar ameaças terroristas no Iêmen".

Vickers disse que o governo Iêmen deve agora aprovar leis para impedir que 'terroristas internacionais' encontrem refúgio no país.

O Iêmen é um dos paises mais pobres do Oriente Médio e segundo analistas, um dos locais mais propensos à disseminação de ideologias de extremismo religioso.

O caso mais famoso no Iêmen de ataque atribuído a grupos extremistas com afinidades ideológicas com a rede Al Qaeda permanece sendo o que atingiu o navio militar americano USS Cole, em outubro de 2000, matando 17 marinheiros dos EUA.

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